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O Bangu não vai a lugar nenhum na Série-D
24/04/2017

Há muita gente se locupletando do Bangu Atlético Clube! Isso todos nós já sabemos. Nesta fase de preparação para o Campeonato Brasileiro da Quarta Divisão isso está ainda mais claro. Mesmo tendo oficialmente ganho 4 milhões de reais das cotas de TV pela participação pífia no Campeonato Carioca, o Bangu não fez a mínima questão de investir no seu elenco. Para a Série-D só dois reforços: o goleiro Jéferson (ótimo guardião do Nova Iguaçu) e o volante William Oliveira (ex-Madureira).

E o ataque? Como fará gols um time que tem dois inoperantes lá na frente? Mateus e Bruno Luiz já mostraram que não servem para jogar nem no Rosita Sofia, se este clube ainda existisse. Ou seja, em seis jogos na Série-D, o Bangu corre o risco de ser eliminado sem marcar gols.

E as laterais? Quem é o lateral-direito desse timeco? O tal do Daniel ou o fraquíssimo Thiaguinho? Guilherme - que mostrou render até mais como atacante - continuará na lateral-esquerda?

E a zaga? Anderson Penna, pra mim, foi o melhor jogador em campo no Campeonato Carioca. Evoluiu bastante, mas não tem um companheiro de zaga neste momento. João Guilherme, que a Vyvid foi buscar no Chipre, era confiável, mas Varela o considerava caro demais.

Para um presidente que desaparece rapidamente com o valor das cotas de TV, gastar com o pagamento razoável a um atleta é algo inadmissível. Ou seja, a matemática banguense nunca vai fechar. O Bangu arrecada muito mais do que gasta, mas apresenta balancetes maquiados com passivos significativos.

Mas, voltando ao fragílimo elenco. Eu pergunto sobre os meias de ligação? Estão ainda esperando a volta do Almir. Paira sobre o grande jogador uma incerteza muito grande sobre seu estado físico, apesar de estar se entregando à fisioterapia. Caso Almir não esteja apto para atuar, o Bangu vai mais uma vez ficar refém da falta de criatividade. Um jogador baratinho não vai saber armar ataques.

Mesmo num grupo fragílimo - ao lado de Villa Nova, Desportiva e Portuguesa (que só não caiu para a 3ª Divisão de São Paulo por puro milagre neste final de semana) -, o Bangu tem tudo para se envergonhar mais uma vez. Depois, vocês já sabem, Varela - aquele mesmo que ilude jornalistas do G1 dizendo que o clube está com a "marca valorizada" - vai aparecer em matéria do Futrio alegando que não esperava tamanho fracasso.

Solte o dinheiro das cotas, invista no clube (coisa que não se faz desde a eminência de um rebaixamento em 2012) e coloque o Bangu, no mínimo, na Série-C do Campeonato Brasileiro.


Papai chateado

Se eu gostei da contratação por empréstimo do goleiro Jéferson, do Nova Iguaçu (aquele mesmo que pegou um pênalti do Hugo em 2013), há quem tenha ficado muito chateado com a aquisição.

Todos sabem que o pai do reserva André Regly é o dono do Espaço Lonier, onde o Bangu treina cotidianamente. Pela primeira vez, o goleiro de apenas 1m60 tinha uma chance real de ser titular em uma competição nacional. A contratação de Jéferson mostra claramente que, apesar de ter um pai que cede seu próprio espaço ao clube em troca da carreira do filho, Regly nunca foi visto com confiança em Moça Bonita.

O garoto baixinho, bem educado da Zona Sul, aluno exemplar do Centro Educacional da Lagoa, não tem futuro no futebol de campo. Nas peladas de rua, tem gente que só joga porque é o dono da bola. No Bangu, André Regly já fez 20 partidas (levando 25 gols) porque o pai é o dono do campo...

Será que se meu pai emprestar umas lâmpadas para os refletores, eu, aos 37 anos, ainda tenho vaga nesse time do Bangu?


Loco Abreu

A pior contratação dos últimos 113 anos do clube (por isso ele carregava o número 113 nas costas, evidentemente), estreou no Central Español, na 2ª Divisão do Uruguai. Seu time ganhou por 2 a 1 do Oriental e ele, naturalmente, não marcou gol algum.


Fotos toscas

Há realmente uma falta de voz ativa no Bangu de hoje. Só isso explica ter sido vazadas para a internet duas fotos tosquíssimas na semana do aniversário do clube. Primeiro, a da reapresentação. Parecia um time amador, um bando qualquer sentado no vestiário. Elenco incompleto, desmotivado (o próprio presidente aparece de cabeça baixa), uma foto que se houvesse alguém preocupado com a imagem do clube, jamais deixaria passar.
 

A outra foi a do vazio e abandonado salão nobre na noite do baile de aniversário. Uma lástima, poucos casais dançando, pouca ornamentação, uma festinha digna do atual estado de descaso com que o clube é tratado e digna do péssimo gerenciamento que a sede social vem recebendo do sr. Ângelo Marques.

 
Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube
     
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