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» 1ª Página » Colunista » Carlos Molinari
Bangu sendo Bangu
05/06/2017

Quando o 1º tempo terminou 0 a 0, eu dei graças a Deus. O time estava jogando muito mal. Era preciso voltar ao vestiário e remontar a equipe. Sem Rafael Augusto e também sem Guilherme, o Bangu tinha muitas dificuldades para ameaçar o gol da Desportiva.

Quando o 2º tempo estava em andamento, eu já estava satisfeitíssimo com o 0 a 0. Não ia passar disso. O Bangu pouco inspirado, ruim mesmo e a Desportiva desperdiçando sua única chance nas mãos de Jéferson.

Curiosamente, o rádio em que eu escutava a partida falhou no final. Aos 45 minutos eu já não sabia mais o resultado. Acreditei que terminaria 0 a 0. Até que recebi uma mensagem no whatsapp: gol da Desportiva, gol contra. Básico.

Não me entristeci. Entendi claramente. Pode-se mudar todos os jogadores, pode-se mudar o técnico, os dirigentes, o estádio, pode-se até jogar em Marte. O Bangu vai ser sempre o Bangu. Um time que não consegue se impor quando é favorito. Um time que joga um balde de água fria nos melhores momentos de sua história.

E por que somos assim? Não sei. Um antigo leitor do Bangu.net já tinha me pedido até mesmo a hora exata em que o clube foi fundado para fazer um mapa astral para entender o porquê de tanto azar.

Não foi azar ontem. Foi uma lambança do Igor. Ele tinha feito um gol contra o Villa Nova, perdera um gol cara a cara com Ricardo Berna (da Portuguesa) e ontem, resolveu fazer o básico, espanar para onde o nariz aponta uma bola. Coisa de jogador sem recurso. O William Oliveira faz isso o jogo inteiro, mas parece ter uma noção maior das coisas.

O Bangu conheceu ontem a Série-D. Os jogos são duros, pegados. Há que ser mais homem do que o normal para ganhar uma simples dividida. E é preciso nervos de aço para não se desesperar quando as coisas vão mal. O que ocorreu ontem é a prova de que o time ainda não está preparado para nada. Estávamos empolgados, claro.

Imaginem este time nos três mata-matas decisivos (o da fase dos 32, o das oitavas-de-final, o das quartas-de-final). O Bangu joga pessimamente em casa. As arquibancadas longe do campo, o pouco público, tudo isso só favorece o adversário. Não intimidamos ninguém em Moça Bonita. A torcida até tenta, mas o estádio não favorece.

Contra a Desportiva, que até então não tinha feito gol, o Bangu não soube se impor. Foi um bando, um "catado" que se conheceu ontem. Sem Rafael Augusto, o meio-campo ficou limitado a um pouco inspirado Luciano Naninho. Quando Guilherme saiu contundido (e sabe-se lá quando voltará), vimos que Leonardo Jesus não tem a mínima cancha de jogador ofensivo. Ou seja, o Bangu vai penar lá em Cariacica no próximo sábado.

O empate era um ótimo resultado neste domingo. Assim como será no próximo sábado. Não creio que passaremos de um empate lá, uma derrota para a Portuguesa no Canindé e uma vitória apertada sobre o Villa em Moça Bonita na última rodada. É suficiente para se classificar, mas é pouco para o acesso.

O Bangu voltou a ser o Bangu. O mesmo Bangu que sempre esmoreceu quando liderava uma competição. Desde 1921, quando desperdiçamos uma grande chance de sermos campeões cariocas, por medo de jogar com a vantagem de pontos que tínhamos, vem sendo assim. 

Cabe ao treinador saber o que fará com Igor. Manterá o volante para o próximo jogo? Colocará no banco o autor do gol contra? O que será menos danoso para o seu psicológico? Jogar contra a mesma Desportiva ou nem viajar?

A única notícia boa foi a volta, ainda oscilante de Almir. Um jogador deste quilate, mas que estava parado desde 17 de abril de 2016, é uma arma muito potente numa Série-D. Se ganhar confiança e o físico ajudar, aí sim, teremos um baita de um meio-campo.

Roberto Fernandes, agora é com você. Tens uma semana para mudar a cabeça desses atletas. Evitar o abatimento e armar um esquema para vencer essa Desportiva. Afinal, agora já se conhece o time capixaba de perto.

 
Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube
     
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