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» 1ª Página » Colunista » Carlos Molinari
Nesse grupo 13 só vai passar um
12/06/2017

Não houve pênalti! Nem para o Bangu, muito menos para a Desportiva. O árbitro catarinense Édson da Silva, que distribuiu uma fartura de cartões amarelos, mas que não teve autoridade sequer para afirmar na súmula que o vestiário do clube visitante foi invadido após a partida (disse apenas que o fato não foi presenciado pela equipe de arbitragem), é um dos muitos árbitros fraquíssimos e coagidos que trabalham nesta Série-D.

Aliás, sempre foi assim. A Série-D é uma espécie de Taça Libertadores piorada. As pressões são inúmeras, o clima hostil permeia todos os estadinhos. Menos em Moça Bonita, onde ingenuamente ainda somos cordiais com quem nos visita. O Bangu disputa a Série-D como se estivesse fazendo um amistoso contra o Ceres. É o efeito de 13 anos longe das competições nacionais.

Onde estão aqueles vários seguranças que rodeavam Rubinho e Varela há alguns anos e só serviam para intimidar pais com criancinhas? Eles serão bem mais úteis agora no Canindé. Varela, o "chefinho", poderia se informar com Rubens como foram as brigas homéricas que o Bangu se envolveu quando disputou jogos da Série-C de 1990 lá em Passos de Minas e a Série-B de 1991 lá na Rua Javari, em São Paulo. É guerra! Esses times pequenos são sujos. Invadir vestiário, dar garrafadas, intimidar, soltar rojões, isso é o básico. E quando o time estiver nos confrontos de mata-mata isso só irá piorar.

Passar para a próxima fase é uma incógnita. O Bangu perdeu 5 pontos para a Desportiva. Uma vergonha! 

Roberto Fernandes, certamente, não é leitor desta coluna. Na última segunda-feira falei a respeito do estado psicológico do volante Igor. Um jogador que faz um gol contra no último minuto não deveria estar bem para atuar na partida seguinte. Realmente não estava. Desequilibrado, Igor se envolveu numa briga com Rafael Olioza e foi expulso ainda no 1º tempo. Imbecilidade, claro! Igor é uma lástima! Com Igor expulso, o técnico achou melhor reforçar a defesa e tirou o ótimo Daniel Bueno e lançou Vitinho. Enfim... foi esse o resultado da lambança do camisa 8...
Cumprirá suspensão automática contra a Portuguesa, mas por mim, ficaria muito mais tempo sem entrar em campo.

A liderança, como vimos, é ilusória. O Bangu teve tudo para ganhar a partida de sábado. Acovardou-se, foi para a defesa, deixou-se encurralar e levou um gol. Evidente que não aguentaria a pressão. O árbitro inventando toque de mão de Anderson Penna é algo que não deveria ocorrer, mas numa Série-D, num ambiente de tanta coação, é normal que este tipo de sujeira aconteça. Por isso, é importante ir ao Canindé com a noção de que armações podem voltar a ocorrer. É importante reforçar a segurança para a proteção dos próprios atletas e, dentro de campo, não se intimidar. A Portuguesa está desesperada, na lanterna da chave. Amarrar um empate é ótimo. Vai ser preciso ser muito macho para jogar lá. Entrar com sangue nos olhos. Por isso, é fundamental ver o lado psicológico desses jogadores.

Como boa notícia nesta partida contra a Desportiva apenas a estreia de Rogerinho, jogador de apenas 21 anos, que até outro dia jogava no Belo Jardim, de Pernambuco. Que personalidade! Pênalti bem batido, gol de oportunismo. Fiquei impressionado com o jovem. Os contatos de Roberto Fernandes lá em Recife nos mandaram uma joia.

Em relação aos acréscimos de 6, 7 minutos em cada tempo, é preciso que chamemos a atenção de Jéferson. Nosso próprio goleiro é um mestre na cera. Enrola para repor a bola em jogo. O juiz percebe e desconta. Pior para o Bangu que demonstrou não ter jogadores com nervos de aço para aguentar os minutos finais de uma partida dramática. Contra a Portuguesa vai ser ainda mais difícil. É preciso que Rafael Augusto, Guilherme e até Almir voltem a jogar... se não... sei não...

E a non-sense camisa azul escura que não consegue vencer nenhuma partida? Isso ninguém percebeu?

 
Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube
     
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