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» 1ª Página » Colunista » Carlos Molinari
O Americano goza a vitória!
09/08/2017

O dublê de técnico, Carlos Renan, talvez não saiba, mas um membro da comissão técnica do Americano morreu de rir ao final da partida. O áudio, via whatsapp, chegou até o meu celular. O sujeito ria de se escangalhar, ironizava. Não ria pela altura mínima do nosso goleiro André Regly, mas pelo resultado e pelas condições do jogo em si. Ria de chorar de um time que entrou em campo com cinco jogadores do time de juniores e ainda ganhou como quis do Bangu do chefinho. O placar de 2 a 0, com um pênalti conquistado aos 51 minutos do 2º tempo, é decisivo e fatalmente o Bangu não o reverterá no dia 23 de agosto. "Jogamos com cinco jogadores de juniores e o Bangu ainda tomou um gol de um jogador de juniores nosso" - essa é uma das frases publicáveis do áudio.

Veja bem. O Americano vem caindo de aproveitamento na 2ª Divisão do Rio. Vem mal neste segundo turno (perdeu para o São Gonçalo na última partida por 3 a 1), mas diante do Bangu fez o que era óbvio: matou o jogo em casa. O elenco do Bangu é o mesmo de sempre, com jogadores tarimbados e bastante conhecidos da torcida: Anderson Penna, Guilherme, Mauro, Almir, Bruno Luiz, Sérgio Rafael, Mateus - esses mesmos atletas que demonstram não ter vontade alguma de continuar defendendo as cores do clube. Jogam mal, jogam a esmo, não se empenham, não criam sequer oportunidades claras de gol. São Refugos. Simples refugos que nenhum outro clube mais quer.

A derrota teve ares mais dramáticos do que isso. Quando vi o juiz Élton Azevedo acrescentando um, dois, três, quatro minutos, percebi logo. Vai sair outro gol nesse jogo. E saiu para o Americano. Por que? Como vimos diante da Desportiva na Série-D, o Bangu não tem maturidade, nem equilíbrio emocional para disputar acréscimos. Os jogadores se desesperam, bate uma tremedeira. Em vez de ir para cima, levam um sufoco e invariavelmente tomam gols. Falha de caráter. Falha psicológica.

O time é fraquíssimo. Mas o chefinho deverá manter boa parte deste elenco para o Campeonato Carioca de 2018 (o contrato de Mateus Pimenta, por exemplo, vai até maio de 2018). O Bangu não sabe buscar reforços no mercado. Não tem quem olhe, quem busque, quem traga nomes minimamente promissores. No Bangu de hoje não há olheiros, há bajuladores. Gente que fica ali, fingindo trabalhar na comissão técnica, fingindo trabalhar na secretaria, chamando Varela de chefinho pra lá e pra cá. Varela gosta. Fica satisfeito em ser o tal do chefinho e mantém um monte de parasitas no Bangu. Gente que não acrescenta em nada. Varela, por ser cria de Rubens, jamais sairá da presidência. Seu mandato é até 2.060. Mas já passou da hora de o chefinho fazer um choque de ordem na sua gestão eterna. É o mínimo que se espera de um homem que diz ser presidente de um clube. Tenha coragem, chefinho! Afaste do Bangu essa quantidade significativa de jogadores inúteis e de bajuladores que nada acrescentam ao clube.

 
Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube
     
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