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» 1ª Página » Colunista » Carlos Molinari
Jogando assim o plano de marketing não vai funcionar
30/01/2017


Quase 2 mil pessoas foram a Moça Bonita ver a estreia oficial de Loco Abreu. Sim. De Loco Abreu, mais até do que do Bangu. Muita gente só estava ali por causa do renomado jogador uruguaio. Mas é essa a jogada de marketing. Vão pelo Loco Abreu, mas se vestem de vermelho e branco, compram uma camisa, gastam um dinheiro no bar. 

Quem foi, viu que Loco Abreu é uma estrela isolada no time do Bangu. O restante do time é formado por figurinhas repetidas. Quem não era banguense percebeu logo que a torcida não tem a mínima confiança no goleiro Márcio, no lateral Thiaguinho ou paciência com os erros do Mateus. O Bangu do técnico Eduardo Allax, repleto de supervisores, coordenadores - como os ex-treinadores Mário Marques e Carlos Renan - é um time que ainda não entendeu como deve jogar quando se tem um homem de área, de referência lá na frente.

Thiaguinho (lateral-direito) e Guilherme (lateral-esquerdo) foram mal. Não apoiavam o ataque, não cruzavam na área. A jogada - quase única - tem que ser essa. Saiam correndo e cruzem para o Loco Abreu cabecear. Só isso. Quando isso aconteceu, o uruguaio testou no travessão. 

Diferente de outros anos, em 2017 - apesar de ser início de temporada - a rapaziada correu, correu muito até. A Portuguesa - que já vinha embalada após jogar cinco vezes - acabou sobrando no preparo físico nos minutos finais e por isso, envolveu o Bangu e acabou chegando ao empate, acabando com a festa por Loco Abreu.

O resultado, em si, é péssimo. Eduardo Allax já começa o Campeonato ameaçado. Não teve nem como dizer se mexe bem ou mal. Suas três substituições foram por contusões. Perder o Ives, logo nos primeiros minutos, foi um desastre. Ele era o melhor em campo, um gigante, uma barreira para a Portuguesa. Sozinho, estava dando um baile. Mas o Bangu é um clube marcado por azares. Perder o Ives neste jogo foi um deles.

Há duas notícias. Uma boa, outra ruim. Peralta e Damián Eroza já terão condições de jogar contra o Vasco. Faltavam documentos vindos do exterior para regularizar a situação de ambos. Ou seja, devem sair Bruno Luiz (que não fez nada em campo ontem) e Mauro (que errou tudo que fez). A notícia ruim é que Almir só deve aparecer lá pela quarta rodada, contra o Resende. Sem ele, o Bangu é um time sem criatividade no meio-campo, apesar dos esforços de Leandro e Mateus. 

Quinta-feira é contra o Vasco. Um jogo que merecia e deveria ser à noite... mas como vocês sabem os refletores nunca foram prioridade lá em Bangu... Por isso, às 16h30 - enquanto eu e você estaremos trabalhando, impossibilitados de ir ao estádio, o juiz vai dar início à partida. E Eduardo Allax tem obrigação de usar seus laterais dessa vez.


Avaliações individuais

Márcio
 - Continua com as mesmas falhas nas bolas aéreas, como já conhecemos desde 2015. Salvou o Bangu de levar um gol contra. Nota 5.

Thiaguinho - 
Típico lateral que não ajuda no ataque. Numa equipe que tem um atacante gigantesco, essa falha é imperdoável. Nota 5.

Leonardo
 - Apesar de não estar entrosado, mostrou disposição. Um bom beque de roça. Chuta para qualquer lado. Nota 7.

Rafael Henriques
 - Foi notado apenas por quase fazer um gol contra e se recusar a sair para ser substituído. Nota 4.

Anderson Penna - Entrou em seu lugar e, pelo menos, cortou algumas bolas lá atrás e quase fez um gol de cabeça. Nota 6.

Guilherme - Bom nos desarmes, muita correria e muita vontade de acertar. Já é um começo. Nota 7.

Ives - Enquanto esteve em campo foi o melhor. Um leão à frente da zaga, barreira intransponível para a Portuguesa. Quando saiu, o Bangu levou o empate. Nota 8.

Denílson - Entrou no lugar de Ives e não comprometeu, embora não esteja no mesmo nível do titular. Nota 6.

Mauro - Horroroso. Muita correria inútil e passes errados. Não sabe o que fazer em campo. Talvez ainda tenha idade de Juniores e deveria esperar mais para atuar entre os profissionais. Nota 1.

Leandro Chaves - Fez um gol de cabeça, sofreu um pênalti, correu muito e tentou abastecer o ataque. Nota 7.

Lorran - Entrou em seu lugar e teve pouco tempo para mostrar algo útil. Finalizou uma vez a gol, sem perigo. Nota 5.

Mateus - Desarmava bem, recuperava bolas, puxava contra-ataques, mas até hoje ainda não sabe passar a bola. Nota 6.

Loco Abreu - Fez o que podia. Ajudou na defesa, cabeceou bola no travessão e bateu o pênalti com tranquilidade. Incomoda demais a defesa adversária. Nota 8.

Bruno Luiz - Sem ser o principal atacante, não soube o que fazer em campo. Nota 3.

 
Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube
     
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