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» 1ª Página » Colunista » Carlos Molinari
Arturzinho chegou na hora certa
20/02/2017


Durante a semana, um furacão varreu o Bangu. De uma só vez, perderam seus cargos o técnico Eduardo Allax, os preparadores físicos Vágner Duarte e Fernando Pinheiro, o auxiliar técnico Carlos Renan e o supervisor Alex Benevides. Sinal claro de que, não só as críticas que vínhamos fazendo aqui eram certeiras, como de que a própria diretoria estava consciente de que o projeto 2017 tinha começado muito mal.

O novo técnico Arturzinho chegou e merece todo nosso crédito. Independente de ter começado com vitória ou derrota. Arturzinho é um ícone banguense. Como jogador, fez 250 jogos pelo clube. Marcou 93 gols. Não há alguém vivo no mundo que tenha feito mais por nós. Era o nome que a diretoria já queria desde o início, o problema era o preço. Arturzinho, com passagens por Joinville, Bahia, América, Vitória, era bem mais caro que Eduardo Allax. Fora isso, é um perfeccionista, alguém que não aceita erros, que exige o máximo de seus comandados. Na linguagem popular, um "chato". Mas é de alguém assim que o Bangu vai precisar.

Mesmo tendo pouquíssimo tempo para treinar, mesmo perdendo o volante Ives (negociado com o América de Natal) em cima da hora, Arturzinho conseguiu que este elenco jogasse com um raça incomum. Verdade que se não fosse o goleiro Márcio, o Bangu também levaria 3 gols nos primeiros 20 minutos, tal a pressão que o Resende fez. Agora, neste recesso do futebol, é hora de corrigir essa apatia inicial.

Márcio foi, sem dúvida, o nome do jogo. Sua defesa acrobática no chute do Marcel é a prova da evolução. Apanhou de todos nós, foi criticado porque errou demais, e assim, mordido, está querendo dar uma resposta à altura. Era isso que eu queria.

Além do camisa 1, é bom destacar o empenho de todos, lembrar a boa atuação do Mateus, do Bruno Luiz, do Rafael Augusto, jogadores que foram além do que poderíamos imaginar. Só quem jogou mal foi o Denílson, volante improvisado de lateral-direito. Arturzinho logo percebeu que isso não dá certo. Foi substituído por Thiaguinho no 2º tempo.

A vitória suada, por um placar magro, vai ser a tônica desse Campeonato Carioca. Os jogos são muito iguais, um detalhe (como a falha do goleiro Luís Felipe) é o que pode decidir um jogo. Arturzinho tem uma longa folga pela frente para testar o lateral-direito Daniel, o zagueiro João Guilherme e ver se, enfim, Almir tem condições de voltar a jogar futebol no 2º Turno.

Há ainda a dúvida se haverá ou não um desnecessário Torneio de Consolação. No caso, enfrentaríamos o Botafogo. Torço para que a Federação não perca tempo com esses jogos deficitários, apesar de estar no regulamento:

Art. 66 – Simultaneamente à disputa das semifinais e finais da Taça Guanabara, as associações classificadas em 3º e 4º lugar de cada grupo (B ou C) ao final do 1º turno, participarão de um quadrangular cujos critérios, condições e premiação serão estabelecidos pelo DCO. Da mesma forma em relação à Taça Rio.

A bola agora está com Arturzinho. Tem tempo para implantar a sua filosofia, suas ideias, ser "chato" com os jogadores. No 2º Turno - que começa apenas no dia 12 de março - o Bangu tem totais condições de vencer o Nova Iguaçu, o Macaé e o Boavista. E o que vier diante de Botafogo, Flamengo e Madureira será lucro. Seja quais forem os resultados, Arturzinho é ídolo demais para ter sua imagem arranhada. Nele eu confio plenamente.

 
Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube
     
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