Rio de Janeiro, sábado, 18 de novembro de 2017 - 13h36min
Clube
História
Estádios
Símbolos
Presidentes
Futebol
Jogos
Títulos
Atletas
Técnicos
Competições
Informação
Livros
Crônicas
Reportagens
Por onde anda?
Estatísticas
Gerais
Confrontos
Campanhas
Ranking CBF
Competições
Multimídia
Fotos
Áudios
Vídeos

» 1ª Página » Informação » Notícias » Jogos

20/11/1966 - BANGU 3 x 0 BOTAFOGO

FICHA TÉCNICA
Competição:
Campeonato Carioca
Local:
São Januário (RJ)
Público:
3.690
Árbitro:
Aírton Vieira de Morais
Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Albert e, Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Ladeira, Cabralzinho e Aladim.
Técnico: Alfredo González.
Manga, Joel, Zé Carlos, Dimas e Paulistinha; Leônidas e Gérson; Zélio, Roberto, Parada e Valdir.
No 1º tempo: Paulo Borges (33) e Aladim (43). No 2º tempo: Paulo Borges (34).

. . . . . . . . . . . . . . .

Bangu foi melhor com ou sem frangos: 3 x 0
Fo
nte: Última Hora

Apesar do autêntico frango que Manga cercou no primeiro gol banguense, podendo ter sido de efeito psicológico e quebrar toda resistência botafoguense, a vitória do Bangu por 3 x 0 foi produto, sobretudo, de melhor comportamento técnico de sua equipe em campo e, pelo andamento da partida, mesmo se não houvesse frango, acreditamos que os suburbanos, pelo ritmo certo e coeso de seu quadro, alcançariam o triunfo por ter sido o melhor time em campo.

A peleja foi disputada sob impulso de forte vento que soprava contra o arco que ficava na frente da quadra de basquetebol do estádio vascaíno, fazendo com que a bola sempre levasse mais força chutada pelo ar e sempre perdia a velocidade, quando lançada alta contra o vento. O árbitro não andou muito bem, falhou em lances tolos, mas sem menor influência no resultado da partida que teve o vencedor certo e justo, pelo firme desempenho e seriedade na escalação de seu quadro.


Mais presença

Embora começasse bem plantado, com seu sistema praticamente defensivo de três homens do meio campo – Gérson, Parada e Leônidas – com Roberto abrindo e Valdir descendo, oferecendo resistência e impedindo ao Bangu maior penetração, o jogo, contudo, tinha mais presença suburbana, pelo ajuste de seu meio campo, deslocamento inteligente de Ladeira, além dos recuos e subidas de Aladim, que faz um perfeito trabalho de ponta auxiliar do meio campo e do ataque, como ainda a velocidade de Jaime, que estava em todos os lados do campo a ter jogadas para facilitar os atacantes marcados e puxar buracos na defesa alvinegra.

O gol de Paulo Borges, aos 33 minutos, numa falha lamentável do goleiro Manga, que deixou a bola que vinha lenta passar debaixo de suas pernas, esfriou um pouco a turma alvinegra, que perdeu meia resistência. O segundo gol, aos 43 minutos, em “foul” bem cobrado por Aladim, não foi falha do goleiro, mas o arrastou ao ridículo por causa do primeiro gol. Os 2 x 0 da primeira fase deram mais confiança aos suburbanos e maior descontrole aos botafoguenses, que se desentrosaram completamente.


Alto comando

A segunda etapa apresentou o Botafogo tentando à base do desespero, com subidas constantes de Paulistinha e Joel, os laterais, porém, a segurança da defesa banguense, como ainda o auxílio constante de Aladim (cada vez jogando melhor) e o trabalho constante do meio campo, onde a inteligência e a experiência de Ocimar comandava tudo, o Bangu não se assustou e foi superando com boa cadência a tentativa desordenada do Botafogo. Funcionando como autêntica máquina e uma fábrica de fazer gols, o Bangu foi a 3 x 0, em gol de Paulo Borges num centro de Fidélis, que foi à linha de fundo centrar e Manga pulou mal, sendo coberto. Os suburbanos tinham suas peças bem ajeitadas, bem entrosadas, a trocar passes e executar deslocamentos que deixavam o adversário perdido e totalmente sem meio campo. Gérson e Leônidas se omitiram completamente da partida na segunda fase e só Parada lutou bravamente. Mas sempre sem ajuda porque Zélio e Valdir não corresponderam nunca e Roberto foi outro ponto morto. Nunca tiveram condições para superar e dominar a defesa banguense, que teve quatro homens seguros, tranqüilos e sempre saindo com jogadas limpas, além de um goleiro atento e preciso. O meio campo com auxílio de Aladim e bom trabalho de Cabral e Ladeira, que deixaram todo campo para Paulo Borges correr e se meter nos buracos, foram métodos que levaram o Bangu a apresentar uma atuação excelente e que prova a grande forma de seu conjunto. O Botafogo, sem homens competentes para completar onze, jamais poderia ser adversário à altura, capaz de impedir o êxito de um esquadrão bem preparado técnica, física e psicologicamente, como está o Bangu.

     
Livros
 
Estatísticas
 
Jogos 4.116
Vitórias 1.713
Empates 980
Derrotas 1.423
Gols Pró 7.267
Gols Contra 6.306
Saldo de Gols 961
Artilheiros
 
Ladislau 229
Moacir Bueno 202
Nívio 152
Menezes 138
Zizinho 124
Luís Carlos 119
Paulo Borges 109
Décio Esteves 97
Arturzinho 93
Marinho 83