Rio de Janeiro, sábado, 29 de julho de 2017 - 08h34min
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20/11/1966 - BANGU 3 x 0 BOTAFOGO

FICHA TÉCNICA
Competição:
Campeonato Carioca
Local:
São Januário (RJ)
Público:
3.690
Árbitro:
Aírton Vieira de Morais
Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Albert e, Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Ladeira, Cabralzinho e Aladim.
Técnico: Alfredo González.
Manga, Joel, Zé Carlos, Dimas e Paulistinha; Leônidas e Gérson; Zélio, Roberto, Parada e Valdir.
No 1º tempo: Paulo Borges (33) e Aladim (43). No 2º tempo: Paulo Borges (34).

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Bangu foi melhor com ou sem frangos: 3 x 0
Fo
nte: Última Hora

Apesar do autêntico frango que Manga cercou no primeiro gol banguense, podendo ter sido de efeito psicológico e quebrar toda resistência botafoguense, a vitória do Bangu por 3 x 0 foi produto, sobretudo, de melhor comportamento técnico de sua equipe em campo e, pelo andamento da partida, mesmo se não houvesse frango, acreditamos que os suburbanos, pelo ritmo certo e coeso de seu quadro, alcançariam o triunfo por ter sido o melhor time em campo.

A peleja foi disputada sob impulso de forte vento que soprava contra o arco que ficava na frente da quadra de basquetebol do estádio vascaíno, fazendo com que a bola sempre levasse mais força chutada pelo ar e sempre perdia a velocidade, quando lançada alta contra o vento. O árbitro não andou muito bem, falhou em lances tolos, mas sem menor influência no resultado da partida que teve o vencedor certo e justo, pelo firme desempenho e seriedade na escalação de seu quadro.


Mais presença

Embora começasse bem plantado, com seu sistema praticamente defensivo de três homens do meio campo – Gérson, Parada e Leônidas – com Roberto abrindo e Valdir descendo, oferecendo resistência e impedindo ao Bangu maior penetração, o jogo, contudo, tinha mais presença suburbana, pelo ajuste de seu meio campo, deslocamento inteligente de Ladeira, além dos recuos e subidas de Aladim, que faz um perfeito trabalho de ponta auxiliar do meio campo e do ataque, como ainda a velocidade de Jaime, que estava em todos os lados do campo a ter jogadas para facilitar os atacantes marcados e puxar buracos na defesa alvinegra.

O gol de Paulo Borges, aos 33 minutos, numa falha lamentável do goleiro Manga, que deixou a bola que vinha lenta passar debaixo de suas pernas, esfriou um pouco a turma alvinegra, que perdeu meia resistência. O segundo gol, aos 43 minutos, em “foul” bem cobrado por Aladim, não foi falha do goleiro, mas o arrastou ao ridículo por causa do primeiro gol. Os 2 x 0 da primeira fase deram mais confiança aos suburbanos e maior descontrole aos botafoguenses, que se desentrosaram completamente.


Alto comando

A segunda etapa apresentou o Botafogo tentando à base do desespero, com subidas constantes de Paulistinha e Joel, os laterais, porém, a segurança da defesa banguense, como ainda o auxílio constante de Aladim (cada vez jogando melhor) e o trabalho constante do meio campo, onde a inteligência e a experiência de Ocimar comandava tudo, o Bangu não se assustou e foi superando com boa cadência a tentativa desordenada do Botafogo. Funcionando como autêntica máquina e uma fábrica de fazer gols, o Bangu foi a 3 x 0, em gol de Paulo Borges num centro de Fidélis, que foi à linha de fundo centrar e Manga pulou mal, sendo coberto. Os suburbanos tinham suas peças bem ajeitadas, bem entrosadas, a trocar passes e executar deslocamentos que deixavam o adversário perdido e totalmente sem meio campo. Gérson e Leônidas se omitiram completamente da partida na segunda fase e só Parada lutou bravamente. Mas sempre sem ajuda porque Zélio e Valdir não corresponderam nunca e Roberto foi outro ponto morto. Nunca tiveram condições para superar e dominar a defesa banguense, que teve quatro homens seguros, tranqüilos e sempre saindo com jogadas limpas, além de um goleiro atento e preciso. O meio campo com auxílio de Aladim e bom trabalho de Cabral e Ladeira, que deixaram todo campo para Paulo Borges correr e se meter nos buracos, foram métodos que levaram o Bangu a apresentar uma atuação excelente e que prova a grande forma de seu conjunto. O Botafogo, sem homens competentes para completar onze, jamais poderia ser adversário à altura, capaz de impedir o êxito de um esquadrão bem preparado técnica, física e psicologicamente, como está o Bangu.

     
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