Rio de Janeiro, quinta-feira, 21 de setembro de 2017 - 07h32min
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24/03/1985 - BANGU 4 x 0 CORUMBAENSE (MS)

FICHA TÉCNICA
Competição:
Taça de Ouro - Grupo D - Returno
Local:
Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho
Renda:
Cr$ 4.950.000,00
Público:
990 pagantes
Árbitro:
Manoel Serapião Filho, auxiliado por Alcides Paulino e Jairo Câmara
Gilmar; Velton, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Mário e Pingo (Pedrinho Gaúcho); Marinho, Fernando Macaé (Roberto Biônico) e Ado
Técnico: Moisés
 
Paulão; Tiquinho, Mário Sérgio, Ari e Gérson; Tim, Dutra (Osmar Bueno) e Ferrari; Negão, Amadeu e Lúcio
Bangu 1 x 0: Fernando Macaé, aos 31min do 1º tempo
Bangu 2 x 0: Fernando Macaé, aos 36min do 1º tempo
Bangu 3 x 0: Ado, aos 5min do 2º tempo
Bangu 4 x 0: Roberto Biônico, aos 30min do 2º tempo
Israel, Marinho e Ado (Bangu): Mário Sérgio, Ari e Gérson (Corumbaense)
Ari (Corumbaense)

. . . . . . . . . . . . . . .

Linha dura de Castor deu certo. Bangu 4 a 0
Fonte: Jornal dos Sports (Emygdio Felizardo Filho)

Deu certo. A bronca de Castor de Andrade, durante a semana especialmente o fim da mordomia -ontem, não tivemos nem fogos na entrada do time em campo - surtiu o efeito desejado e o Bangu tascou um. senhora chinelada no Corumbaense, ontem à tarde, no EstádIo Guilherme da Silveira, por 4 a o; após estabelecer 2 a 0 no primeiro tempo.

Na realidade o marcador não fez justiça ao. que se viu em campo. O Bangu foi sempre muito mais time, deu um show de bola e em menhum momento tomou conhecimento do Corumbaense, uma equipe que nada apresentou e que só veio ao Rio Para tentar complicar, trancando-se toda na defesa e jamais arriscando alguma coisa em termos ofensivos.

Ainda que martelando desde o primeiro minuto, o Bangu custou muito a abrir o marcador, o que aconteceu aos 31 minutos, através de Fernando Macaé, que recebeu de Mário e bateu sem chances no canto esquerdo. Cinco minutos depois novamente Fernando Macaé marcou, escorando de cabeça um come cobrado por Ado.

A goleada seria confirmada no segundo tempo. Logo aos 3 minutos, Ado aumentou, com um balaço, sem defesa, escorando rebote da defesa do Corumbaense. A tarefa bangüense ficou ainda mais facilitada com a expulsão de Ari, aos 12 minutos, o que deixou o Corumbaense ainda mais perdido em campo. Tudo ficou mais fácil.

Aos 14, Marinho, de falta, bateu na trave. A bola quicou depois da linha e o bandeirinha Jairo Câmara deu o gol, mas o árbitro Manoel Serapião Filho não considerou e indacação do seu auxiliar, apesar dos proteatoe dos jogador e torcida bangüense. Mas o quarto gol viria, aos 30 minutos, através de Roberto Biônico.

O atacante, que entrara aos 25 minutos, em lugar de Macaé, recebeu lançamento de lsrael, de costas. para o gol. Ajeitou e virou, rápido, em lance multo bonito. Logo depois, quase que Biônico faz o quinto, que seria de placa, completando de letra, em. grande estilo, com a bola passando rente à trave, do muito fraco Corumbaense.


Moisés gosta do placar e Ado espera vez na seleção

Fonte: Jornal dos Sports (Emygdio Felizardo Filho)

No alegre vestiário do Bangu, o técnico Moisés comentava o resultado de 4 a 0 sobre o Corumbaense. Ele gostou do resultado, mas disse que não pode levar o placar em conta em razão do adversário.

- O Corumbaense tem um time fraco, mas o que importa é que o grupo se reencontre. Nós teremos pela frente mais oito partidas e confio na nossa recuperação. Não vamos perder mais nenhum jogo. Além disso, a Ponte Preta e o Joinville também terão compromissos difíceis. O negócio é somar o maior número de pontos nos dois turnos.

O treinador afirmou, ainda, que as entradas de Pedrinho Gaúcho e Roberto Biônico não se deram em virtude de deficiência técnica dos titulares.

- Coloquei os dois apenas para que eles adquiram ritmo de jogo.

Para o próximo jogo do Bangu, querta-feira, no Estádio Guilherme da Silveira Filho, contra o Uberlândia, Moisés já antecipou a única alteração: a volta de Márcio à lateral-esquerda em lugar de Baby.

Um dos mais cumprimentados no vestiário bangüense era o ponta-esquerda Ado, apontado como o melhor jogador da partida. Ele disse que esperava continuar na boa fase, porque seu contrato se encerra em maio e quer continuar no clube em melhores condições financeiras. E não foi só isso.

- Eu, realmente, espero ser lembrado para a Seleção Brasileira pelo técnico Evaristo Macedo, pois estou em boa forma e me considero um dos melhores jogadores da posição no país.

Os jogadores que não jogaram treinam hoje à tarde, em Moça Bonita, e os que enfrentaram o Corumbaense paticipam de um mini coletivo amanhã, como apronto apara o jogo contra o Uberlândia.


Castor: Objetivo é Tação de 86

Fonte: Jornal dos Sports (Emygdio Felizardo Filho)

O presidente do Conselho Deliberativo do Bangu, Castor de Andrade, teve a mesma opinião do treinador Moisés, ou seja, gostou da movimentação do time e do placar obtido, mas que não poderia levar isso muito em conta em virtude da fragilidade do Corumbaense. Anunciou que o bicho pelo vitória de 4 a 0 será de Cr$ 300 mil e que continua a linha dura.

- O time ainda não ganhou nada e não tem uma posição assegurada, porque o objetivo é a classificação para a Taça de Ouro do ano que vem. Por isso, continuam mantidas as medidas de linha dura.

Tanto que para o próximo domingo, quando o Bangu enfrenta a Desportiva, no Espírito Santo, o time viajará de ônibus.

Essa posição, no entanto, poderá ser mudada. Tudo vai depender de uma vitória do bangu sobre o Uberlândia, na quarta-feira, no Estádio Guilherme da Silveira, e uma derrota da Ponte Preta contra o Brasília, também na quarta-feira. Os bangüenses também esperavam uma derrota do time de Campinas, na noite de ontem, diante do Vila Nova-GO.


Atuações:


GILMAR - Ganhou o bicho mais fácil da sua vida. A rigor não foi exigido.
Velton - Deitou e rolou, pelo seu setor.
JAIR - Não teve a quem marcar e até conseguiu aparecer no ataque.
OLIVEIRA - Outro que teve a sua atuação bastante facilitada.
BABY - Sabe o que faz com a bola nos pés. Apoiou muito bem.
ISRAEL - Uma grande presença no meio-campo. É jogador dos mais habilidosos e que cresce ainda mais jogando livre.
MÁRIO - O talento de sempre. Exímio driblador, perigoso nos lançamentos e oprtunista nas conclusões.
PINGO - Enquanto esteve em campo, mostrou serviço.
PEDRINHO GAÚCHO - Entrou apenas para ganhar ritmo e apareceu bem.
MARINHO - O grande ponta de sempre. Deu um calor tremendo na defesa do Corumbaense e ainda marcou um gol, em cobrança de falta que o bandeira confirmou e o árbitro não deu, sem que entendesse o porquê.
FERNANDO MACAÉ - Um perigo constante. Confere todas, vai fundo, divide e não quer saber de cara feia. Dois bonitos gols.
ROBERTO BIÔNICO - Mostrou que sabe das coisas e que vai ser muito útil. Meteu o seu primeiro gol pelo Bangu, muito bonito, por sinal, e quase faz um outro, de placa, concluindo de letra.
ADO - O melhor do time e de todo o jogo. Fez jogadas verdadeiramente sensacionais, pela esquerda, e ainda saiu premiado com um golaço, de varada, sem chances. Está em grande forma e moral, não tomando conhecimento dos seus marcadores, em nenhum momento.

     
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