Rio de Janeiro, sábado, 29 de julho de 2017 - 08h43min
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14/06/1987 - BOTAFOGO 1 x 3 BANGU

FICHA TÉCNICA
Competição:
Campeonato Carioca
Local:
Maracanã
Renda:
Cz$ 765.880,00
Público:
10.252 pagantes
Árbitro:
João José Loureiro, auxiliado por Geraldo Melo e Luís Augusto Pinto
Jorge Lourenço; Josimar, Marinho, Wilson Gotardo e Marco Aurélio; Derval, Fernando Macaé e Berg; Maurício, Toni e Helinho. Técnico: Jair Pereira
Gilmar; Jacimar, Márcio Rossini, Oliveira e Racinha; Mauro Galvão, Tobi e Arturzinho; Marinho, Paulinho Criciúma e Ado. Técnico: Pinheiro
Bangu 1 x 0: Marinho, a 1min do 1º tempo
Bangu 2 x 0: Arturzinho, aos 5min do 1º tempo
Bangu 3 x 0: Arturzinho,
aos 23min do 1º tempo
Bangu 3 x 1: Berg,
aos 33min do 1º tempo
Clique na imagem para vê-la ampliada
     
 
Reportagem (Rede Globo)

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Bangu envolve o Bota e fatura a Taça Rio: 3 a 1
Fonte: Jornal dos Sports

Em apenas cinco minutos o Bangu marcou dois gols. Aos 23, o terceiro, aos 30, quase o quarto, quando Gotardo cabeceou, apavorado, contra o próprio gol, rente à trave. E foi aí que a torcida começou a gritar que o Bangu era o campeão da Taça Rio, na vitória fácil sobre o Botafogo (de 19 anos sem título).

O Bangu é o grande campeão da Taça Rio e com todas as condições de ganhar o título estadual. Motivos tem até demais: o seu time está crescendo exatamente na fase decisiva. E tem como técnico um dos poucos competentes do futebol brasileiro, embora muitos não reconheçam. Pinheiro, que quase levou o América ao título da Copa Brasil, arrumou o time na Taça Rio, e recolocando Arturzinho, hoje um dos melhores jogadores do Bangu. Somando-se a dupla ao resto do time, Gilmar, Mauro Galvão, Marinho, Ado, Criciúma e Rossini, não há o que temer no terceiro turno e na finalíssima.

Pena, muita pena mesmo que o Maracanã estivesse vazio e o Bangu tivesse que dar a volta olímpica apenas com o calor de sua diminuta torcida, concentrada à esquerda das tribunas. Era uma decisão e não se pode culpar apenas a pequena torcida banguense, mas ao momento atual do futebol, de corrupção, antijogo e de violência dentro e fora do campo. Para se ter uma idéia, houve um torcedor baleado e um sargento PM atingido por uma grade de aparelho de ar condicionado jogada do alto. Outro torcedor caiu de cabeça, com poucas possibilidades de sobrevivência e o fotógrafo do JS, Uramar de Assis, quase foi atingido por uma tábua, também jogada do alto. Três torcedores empunhando bandeiras do Bangu iam apanhar de botafoguenses, quase provocando um conflito. A polícia chegou depois. Tudo isso aconteceu no Maracanã vazio.

No campo, o Bangu massacrou no início, diminuiu o ritmo e, no segundo tempo, mesmo acomodado, criou quatro chances para golear. A 1 minuto, Criciúma caiu pela direita, cruzou, Marinho e Gotardo se confundiram. Mais esperto, o ponta tocou para o fundo da rede. Aos 5, Marinho rolou para o meio, Arturzinho dominou, penetrou e marcou. Lourenço nem se mexeu. Aos 23, tabela sensacional entre Artur e Criciúma, pelo meio mais uma vez, e Artur tocou na saída do goleiro. Aos 34, Berg bateu uma falta e diminuiu. Impotente, o Botafogo não conseguiu sequer preocupar o campeão da Taça Rio. Maurício andou trocando de posição com Helinho e Mazolinha entrou tarde - 24 do final -, de nada adiantou. Botafogo, muito mal, Bangu, grande campeão.


Washington Rodrigues: Campeão em 5 minutos

Fonte: Jornal dos Sports

O Bangu deu um passeio no Botafogo e conquistou com todos os méritos a Taça Rio, garantindo sua presença na final do campeonato. Como ficou também entre os quatro melhores dos dois turnos, por pontos, ganhou a vaga no terceiro turno, ficando numa excelente posição. Se levar a melhor na quadrangular, disputará o título com o Vasco em vantagem. 

A verdade é que o Bangu sobrou na turma e a diferença básica do jogo foi o espírito do time do Bangu, que entrou para disputar o título, enquanto o Botafogo não tinha nenhuma pretensão, a não ser levar o bicho. O Bangu começou o jogo mordendo e o time do Botafogo nem havia terminado o "nome do padre" quando tomou o primeiro gol. Depois, tomou o segundo e em cinco minutos o Bangu decidiu a partida.

Foi campeão em um tempo, deixando o Botafogo com os quatro pneus arriados. A zaga do Botafogo cometeu falhas terríveis e o Marinho foi responsável pelos dois primeiros gols da partida. Ninguém marca no meio-campo do Botafogo. Só o Derval tem características de marcação. O Berg, o Toni, o Macaé e o Maurício e o Helinho, cinco jogadores, não são de combate.

No segundo tempo, o jogo ficou muito ruim, porque o Bangu preferiu adotar uma tática cautelosa. Ficou no seu campo, esperando o Botafogo, que não saiu.

Então, a bola ficou parada no meio-campo e não houve mais interesse na partida. E o Bangu segurou o resultado até o final, conquistando merecidamente a Taça Rio. Parabéns para o Bangu, que acreditou no campeonato, enquanto os outros saíram para excursões. O Botafogo ontem não merecia nem marcar o seu gol, embora tenha sido um lance bonito, na cobrança de falta do Berg. Foi o único chute do time alvinegro ao gol do Gilmar. No Bangu, três jogadores mataram a pau na vitória de 3 a 1: o Mauro Galvão, o Paulinho Criciúma e o Arturzinho. No Botafogo, só o Maurício esteve bem. Os outros 10 não jogaram nada e o Bangu não tem culpa da incompetência do adversário.

Agora, o Flamengo e o Fluminense disputarão alguns "amistosos" no complemento do segundo turno e, em seguida, a dupla Fla-Flu, o Vasco e Bangu, vão disputar o terceiro turno.


Nelson Rodrigues, filho

Fonte: Jornal dos Sports

E o Bangu chegou lá. Estava vindo das Laranjeiras onde assisti Torres fazer os dois gols da vitória do Fluminense sobre o Mesquita.

Bela exibição de futebol do Torres.

Fomos Mário Presidente, eu e o Biba, meu sobrinho para a galera do Bangu que estava em festa.

Passamos antes no bar para pegarmos umas cervejas e um bangüense de camisa e tudo foi logo dizendo que eu poderia cortar a barba, enfim. Desfiz o equívoco me confessando tricolor, e seguimos para o lado da bandinha que, mais do que nunca atacava firme.

Dos dez mil que estiveram no Maracanã, nove mil eram bangüenses. A média de idade da torcida era bem alta e víamos famílias inteiras desde avós até crianças de colo.

Começou o jogo e ao primeiro minuto numa jogada pela direita Paulinho Criciúma cruzou e Marinho se aproveitou de uma confusão dos zagueiros e meteu o primeiro.

Em seguida, duas jogadas idênticas deixava a defesa botafoguense aturdida.

Marinho, sempre muito aberto, recebia e Arturzinho vinha de trás em alta velocidade para receber o cruzamento. Na primeira, Marinho errou o passe, e a segunda bola chegou para Arturzinho que matou ajeitando para frente e da linha da área fuzilou.

O Botafogo, mal-armado, era inteiramente dominado no meio de campo e o Bangu abria o jogo pelas pontas para Arturzinho, Paulinho Criciúma e Mauro Galvão aparecerem sem marcação pelo meio.

Todo bicão para frente em direção ao Marinho era um corre-corre na defesa do Botafogo, onde ninguém se entendia.

O jogo estava fácil e veio o terceiro numa boa jogada de Arturzinho com Paulinho Criciúma que lhe devolveu bela tabela a bola para que o artilheiro do jogo chutasse para a defesa parcial de Jorge Lourenço. E a bola sobrou caprichosamente para o mesmo Arturzinho que colocou.

O Botafogo estava ameaçado de sofrer uma impiedosa goleada, mas Berg, cobrando uma falta, diminuiu.

No segundo tempo o Bangu administrou a vitória e o jogo ficou chato. Ainda assim, o Bangu por duas vezes, quase ampliou.

Merecida a vitória e merecido o título de um time que não abdica de jogar pelas duas pontas.


Ado diz que está com a alma lavada

Fonte: Jornal dos Sports

Um jogador tinha um motivo todo especial para comemorar o título da Taça Rio, ontem. Era o ponta-esquerda Ado. Ele ainda lembrava do pênalti desperdiçado na decisão de 85, com o Coritiba, que deu o título brasileiro ao time paranaense. Ainda no campo, sem camisa, e com a faixa de campeão, Ado disse que estava de alma lavada:

- Quando entrei em campo hoje (ontem), lembrei logo daquela decisão de 85. Aquele pênalti não saía da minha cabeça. Por isso, quando nós marcamos o terceiro gol e senti que o título estava ganho, fiquei emocionado. E redobrei as minhas forças, passando a correr mais ainda. Eu não queria deixar a vitória escapar. Agora estou de alma lavada.

Outro jogador muito cumprimentado era o atacante Paulinho Criciúma. Ontem, ele não marcou nenhum gol, mas participou das jogadas dos gols mais importantes para o time: o primeiro, de Marinho, que abriu caminho da vitória, e o terceiro, que praticamente definiu a conquista do título. Chorando muito após o jogo, Paulinho disse que não perdeu nenhuma decisão que participou até agora:

- Essa foi a quinta decisão da minha carreira e o quinto título que conquisto. Acho até que foi o mais importante. Por isso, estou muito emocionado.

O técnico Pinheiro dedicou o título aos dirigentes do Bangu, ao supervisor-técnico Neco, aos jogadores e a sua esposa, Solange. O treinador marcou a reapresentação dos jogadores para amanhã, quando decidirá se os jogadores terão alguns dias de folga. Segundo Rui Esteves das Dores, presidente do Bangu, o prêmio pela conquista do título será decidido por Castor e Carlinhos Maracanã. O bicho pela vitória de ontem foi de Cz$20mil.

Apesar de terem negado durante toda a semana que houvesse uma festa marcada, os dirigentes do Bangu surpreenderam todos ontem. Além de uma festa na sede do clube, já haviam mandado fazer as faixas de campeão da Taça Rio, que foi entregue aos jogadores após a partida.


Atuações

Fonte: Jornal dos Sports

BOTAFOGO:
JORGE LOURENÇO - Sem qualquer culpa nos gols do Bangu. Ainda evitou pelo menos quatro gols, demonstrando estar em boa fase e ter reflexos apurados. Nota 7.
JOSIMAR - Teve muito trabalho com Ado. Foi constantemente ao ataque, em auxílio de Maurício. No entanto, o time estava muito mal. Nota 6.
MARINHO não esteve em tarde feliz. Foi diversas vezes envolvido pelo toque de bola rápido dos atacantes do Bangu. Mesmo assim, tentou superar o mau dia do Botafogo, indo auxiliar o ataque. Nota 6.
WILSON GOTARDO - Batalhador, nunca acredita em bola perdida. Procura sempre jogar com muita garra. Ontem, porém, não demonstrou a categoria costumeira. Nota 6.
MARCO AURÉLIO - Definitivamente, não esteve bem. Deu muito espaço a Marinho, que criou muitas jogadas para o Bangu por aquele setor. Nota 5. Foi substituído por VÁGNER, que, apesar de voltar ao time depois de três meses sem participar de qualquer partida, esteve melhor. Marcou Marinho mais de perto e conseguiu melhores resultados. Nota 6.
DERVAL - A luta e a disposição costumeiras. Na base da garra, tentou conter o toque de bola do Bangu. Ma o dia não era do Botafogo. Nota 6.
FERNANDO MACAÉ - Tentou superar o fato de jogar com as duas coxas com proteção. Mas não esteve tão bem como habitualmente. Nota 6. Foi substituído por MAZOLINHA que não teve tempo para aparecer. Sem nota.
BERG - O melhor do time na tarde de ontem, no Maracanã. Fez um belo gol, em cobrança de falta. Nota 7.
MAURÍCIO - Dispersivo. Bem aquém de suas reais capacidades de excelente ponta. Nota 6.
TÔNI e HELINHO - Demonstraram apenas luta e disposição. Nota 6.

BANGU:
GILMAR - Uma atuação tranqüila. Consciente, procurou sempre orientar os zagueiros e não teve qualquer culpa no gol do Botafogo, conseguido em bela cobrança de falta. Nota 8.
JACIMAR - Decidido no ataque, tabelou constantemente com Marinho, dando muitas opções ao ponta-direita. Na defesa, esteve seguro na marcação, ora a Helinho ora a Maurício. Nota 8.
MÁRCIO ROSSINI - O dono de sua área. Joga sério sem dar espaços. Nota 8.
OLIVEIRA - Por baixo, é quase imbatível. Raramente perde no combate direto. Por cima, esteve muito bem. Nota 9.
RACINHA - Bem na marcação e no apoio. Sem o mesmo brilho de Jacimar, porém. Nota 7.
MAURO GALVÃO - Esbanjou categoria. Bloqueou com eficiência e talento a entrada de sua área, raramente apelando para faltas. Nota 9.
TÓBI - Muita movimentação e luta constante. Nota 7.
PAULINHO CRICIÚMA - Movimentação constante, que confundiu a marcação da defesa do Botafogo. Habilidoso e rápido, fez bela troca de passes com Arturzinho, que resultou no terceiro gol do Bangu. Nota 10.
ARTURZINHO - Atuação irretocável. Brilhante. Dois belos gols e muita habilidade. Nota 10.
MARINHO - Esteve nos seus melhores dias. Driblou, tabelou, chutou muito a gol e marcou o primeiro gol do jogo, logo ao primeiro minuto, demonstrando categoria e oportunismo. É ponta especialista e de grande visão de jogo. Geralmente faz boas jogadas. Nota 10.
ADO - Deslocamento por todo campo e muita disposição, fizeram dele, novamente, um jogador importantíssimo para o esquema do técnico Pinheiro. Deu muito trabalho a Josimar. Nota 8.

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Bangu bota banca de campeão
Fonte: Jornal O Dia

Foi um começo de jogo fulminante o do Bangu ontem no Maracanã contra o Botafogo. Em 5 minutos já ganhava por 2 a 0, gols de Marinho e Arturzinho, ambos em falhas clamorosas da defesa. Como que temendo acontecer o que já havia ocorrido em outras decisões, quando entrou vacilante, o Bangu ontem era um time determinado, ofensivo e brigador. Com 2 gols praticados de saída, não recuou, como antes sempre fizera, e continuou partindo para cima. Resultado, o Botafogo, assustado com a pressão, não agüentou e numa belíssima tabela de Arturzinho com Paulinho Criciúma saiu o terceiro gol. O Botafogo ainda fez 1 gol, de falta, com Berg, mas não tinha forças para reagir. O Bangu a partir daí só segurou o resultado.

Pinheiro agradece
Fonte: Jornal O Dia

O técnico Pinheiro foi, sem dúvida, a pessoa mais homenageada no vestiário do Bangu. Contente pela conquista da Taça Rio, Pinheiro, entre abraços e tapinhas nas costas, declarou que o América, seu ex-clube, teve uma influência decisiva para que ele pudesse levar o Bangu à conquista do segundo turno. Ao contrário do que se pensava, Pinheiro não guarda ressentimento por ter sido dispensado pelo vice-presidente de futebol do América, Antônio Tavares.

- Mágoa, ressentimento do América não tenho de forma alguma. Ao contrário, a experiência que adquiri levando o América ao terceiro lugar na Copa Brasil foi fundamental para desenvolver o trabalho que venho fazendo no Bangu. Parabenizo a diretoria do América e não poderia guardar mágoa de um clube tão querido.

O Bangu ficou em sexto lugar na Taça Guanabara, fazendo uma péssima campanha com o técnico Jorge Ferreira. Ontem, o mesmo time conquistou com justiça a Taça Rio, sem perder nenhum dos 13 jogos; e Pinheiro, que assumiu o cargo no início do segundo turno, explicou o segredo do sucesso.

- O segredo é trabalho. Cheguei no clube, expus meu método de trabalho aos jogadores. Eles toparam e o resultado é este que todo mundo viu, a bela campanha que o time fez nesta Taça Rio.

Depois de dedicar o título à sua esposa, Dona Sônia, Pinheiro disse que "o Bangu não precisa de reforços". Ele já determinou que os reforços do Bangu serão os jogadores juniores que são promovidos já a partir da Copa Brasil. Os juniores dependem apenas do empate contra o Cabofriense para também ganharem o segundo turno. Pinheiro elogiou o grupo.

- Reforços para quê! Temos ótimos jogadores, no juniores, que vão subir, e tenho certeza, manterão o padrão da equipe.

Pinheiro não esqueceu de agradecer ao Patrono do Clube, Castor de Andrade, pela confiança depositada no seu trabalho:

- O seu Castor é uma pessoa maravilhosa. E se hoje (ontem) o meu trabalho no Bangu teve êxito, tenho muito que agradecer a ele.

Apesar da comemorações, Pinheiro determinou que, a partir de amanhã, o trabalho recomeça em Moça Bonita, quando o time já inicia os preparativos para a disputa do terceiro turno.


Castor chora e invade campo já de faixa

Fonte: Jornal O Dia

Foi um título ansiosamente esperado. Afinal, desde 1966, o Bangu não ganhava sequer um turno no Campeonato Estadual. Por isso, a conquista da Taça Rio foi tão comemorada ontem no Maracanã, após a fácil vitória sobre o Botafogo. Emocionado e chorando muito, Castor de Andrade invadiu o gramado assim que o juiz encerrou a partida já vestido com a faixa de campeão da Taça Rio. Castor recebeu o troféu de vencedor do segundo turno das mãos de Mauro Galvão e mostrou-o orgulhoso à torcida. Depois, a caminhada para o vestiário o encontro para o agradecimento a Pinheiro:

- Este título é teu. Faz justiça ao trabalho de um profissional correto e que mereceu como poucos a conquista da Taça Rio.

Pinheiro recebeu o cumprimento do dirigente também não conseguindo controlar a emoção, repetindo a todo momento que valera a pena o sacrifício dos jogadores e comissão técnica para tornar possível a conquista da Taça Rio. Mais felizes ainda estavam os jogadores. Liderados por Gilmar, e acompanhados de dirigentes e torcedores, os jogadores iniciaram a tradicional volta olímpica, recebendo no vestiário a notícia que serão bem recompensados pelo título do segundo turno: cada um ganhará cerca de Cz$160mil, prêmio que será confirmado hoje por Castor de Andrade.

Mas durou pouco a comemoração no vestiário. Dirigentes e jogadores estavam com pressa para retornar a Bangu e festejar com os torcedores. Tudo regado com 500 litros de chope e ao som da bandinha da Banluta, na sede do clube, onde um bom número de torcedores já se encontrava no decorrer da partida. Realizado com o trabalho desenvolvido, o supervisor Neco chegou a solicitar ao presidente Rui Esteves sua volta às divisões inferiores, alegando cansaço.
  

Marinho vibra: - até que enfim ganhei uma!

Fonte: Jornal O Dia

- até que enfim ganhei uma!

Este foi o desabafo do ponta-direito Marinho, logo após a vitória de ontem sobre o Botafogo por 3 a 1, que deu ao Bangu o título da Taça Rio. Suado e com a faixa de campeão no peito, Marinho foi atacado pelos torcedores em busca de uma recordação do seu ídolo. Resultado: Marinho acabou ficando apenas de sunga em pleno gramado do Maracanã. Chuteira, meião, calção e camisa, ele nem sabia onde tinham ido parar.

- Já era tempo de eu conseguir um título pelo Bangu e tinha que ser desta vez.

Depois do abraço emocionado do presidente de honra, Castor de Andrade, que beijou o jogador, Marinho anunciou que hoje vai dar um churrasco em sua casa para comemorar o título. Esperto como sempre, Marinho não vacilou e tratou de arrumar o dinheiro da carne com o supervisor Neco, que lhe deu Cz$20mil. Apesar da euforia, Marinho, dificilmente, permanecerá no Bangu após o término do Campeonato, mesmo que o clube conquiste o título. Ele está há 5 anos no clube, tem 30 anos, e acha que é mesmo hora de mudar. No entanto, disse que não recebeu nenhuma proposta.

- O Bangu é a minha própria casa. Mas tenho que pensar profissionalmente no sentido de dar estabilidade financeira à minha família. Mas, no momento, o que mais quero é dar este título estadual ao Bangu. Depois, vou aguardar para ver se surge alguma proposta de outro clube.



Arturzinho foge da volta olímpica e reza no vestiário

Fonte: Jornal O Dia

- Enquanto meus companheiros davam a volta olímpica no gramado, corri para o vestiário. Vim rezar, agradecer a Deus, porque ele sempre me ajudou. Na hora difícil pedimos ajuda a Deus, na hora da alegria precisamos lembrar dele. - disse Arturzinho, explicando a sua atitude em não seguir o ritual dos companheiros após o término do jogo.

Arturzinho viveu um drama no Bangu. Passou 5 meses sem jogar e praticamente sem treinar. Quando Pinheiro assumiu o comando técnico, uma das suas primeiras decisões foi pedir a volta do excelente jogador.

Arturzinho tem correspondido a confiança do seu treinador.

Arturzinho foi um dos jogadores mais solicitados no vestiário. Ele não escondeu sua alegria, mas a experiência o deixou comedido nos festejos. Falou dos dois gols marcados ontem.

- Sempre fui um profissional dedicado, independente de ganhar ou não. Estive 5 meses parado, voltei e fiz o gol contra o Flamengo, o da vitória. Contra o Cabofriense, outro da vitória e agora os dois que valeram o título da Taça Rio:

- Arturzinho analisou o trabalho do treinador Pinheiro:

- É um homem que dá a confiança e a tranqüilidade que o jogador precisa. Temos liberdade de trocar idéias com ele. Não quero festejar muito essa taça porque pretendo mais. Quero provar a mim mesmo que tenho capacidade. Se for campeão estadual, posso me considerar inteiramente realizado.


Título dá nova motivação a Gilmar para próxima seleção
Fonte: Jornal O Dia

Ninguém mais do que o goleiro Gilmar queria ser campeão da Taça Rio. A conquista do título, segundo ele, foi fundamental para aumentar suas possibilidades de ser convocado para a seleção brasileira:

- Este título foi muito importante no atual momento da minha carreira, porque, embora estivesse cotado para a seleção, não fui convocado. Espero que a conquista da Taça Rio faça com que o treinador da Seleção lembre do meu nome na próxima convocação. Até a Copa de 90, na Itália, muita coisa vai acontecer e tenho fé que estarei lá.

Casado há apenas 1 ano, Gilmar estava satisfeito ao dar as entrevistas, mas não escondia sua ansiedade em deixar logo o vestiário para comemorar o título ao lado de Cecília, sua esposa. Gilmar, no entanto, não esqueceu de elogiar o trabalho desenvolvido pelo técnico Pinheiro.

- O Jorge Ferreira também era um bom técnico, mas a vinda do Pinheiro deu mais motivação ao grupo e o resultado foi a brilhante campanha do Bangu nesta Taça Rio.


Artilheiro Paulinho Criciúma elogia o esquema do treinador

Fonte: Jornal O Dia

Paulinho Criciúma foi dos maiores responsáveis pela conquista da Taça Rio. Artilheiro do Bangu ao lado do Marinho, ambos com 10 gols, o atacante disse que reencontrou seu melhor futebol graças ao esquema traçado pelo técnico Pinheiro.

- Ele nos deu mais maturidade, implantando uma filosofia de trabalho séria. Dá liberdade para os jogadores desenvolverem seu potencial, explorando sua maior característica, dentro de um clima excelente. Agradeço muito a ele por isso.

Solteiro, Paulinho Criciúma procurava, ansioso, pelos seus familiares, que ficaram de ir ao Maracanã assistir ao jogo: seus pais, Paulino e Teresa, além de seus 5 irmãos, quatro rapazes e uma moça. Enquanto os procurava, Paulinho Criciúma falou do futuro do Bangu:

- Agora, é só mantermos este nível de atuações. Se fizermos isso, será muito difícil vencer o Bangu.

Mauro Galvão recebe de Castor um abraço carinhoso
Fonte: Jornal O Dia

Embora esteja acostumado a ganhar títulos, Mauro Galvão se emocionou com a conquista da Taça Rio e vibrou como se fosse seu primeiro título. Ainda molhado de suor, ele recebeu um abraço carinhoso de Castor de Andrade que, visivelmente emocionado, lhe agradeceu:

Obrigado Mauro, muito obrigado mesmo por sua dedicação e seu amor ao Bangu. Você e seus companheiros estão de parabéns.

- Fizemos apenas a nossa obrigação, doutor...

Para o zagueiro gaúcho, é fácil ser capitão do time do Bangu e explica o porquê.

- O grupo é excelente e unido, não causando nenhum tipo de problema para o clube. Além disso, a equipe é vencedora e saberá buscar o título estadual.

Mauro Galvão destacou o fato de ter vindo para o Rio e se adaptado rapidamente ao clube.

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Bangu campeão da Taça Rio em cinco minutos: 3 a 1 no Botafogo
Fonte: Jornal O Globo - Repórter: Mário Jorge Guimarães

O Bangu é o campeão da Taça Rio. Com um sistema de jogo eficiente e traiçoeiro, o Bangu venceu o Botafogo por 3 a 1, ontem à tarde, no Maracanã, e conquistou o título sem qualquer dificuldade. Logo aos cinco minutos, o time dirigido por Pinheiro já vencia por 2 a 0, com gols de Marinho e Arturzinho, num início fulminante que desorientou completamente o adversário. E, totalmente dominado e atordoado, o Botafogo aos 23 minutos perdia por 3 a 0, mostrando total incapacidade de reação. Só conseguiu diminuir o marcador através de uma bela cobrança de falta feita por Berg, aos 33 minutos ainda na primeira etapa.

O esquema tático armado por Pinheiro, que iludiu o adversário foi simples: Mauro Galvão e Tóbi se encarregaram de cobrir a zaga, dando a proteção aos avanços dos laterais e aos zagueiros, enquanto Paulinho Criciúma e Arturzinho tinham absoluta liberdade para armar, com eficácia e velocidade, os ataques do Bangu. O Botafogo, envolvido e impotente, somente conseguiu respirar mais aliviado no segundo tempo, quando o jogo já estava decidido.

Jair Pereira ainda tentou alterar o panorama do jogo, colocando Maurício na ponta-esquerda e Helinho na direita, mas sua tentativa foi inútil, já que os dois não renderam o que era esperado. E o segundo tempo, diante da impotência do Botafogo, tornou-se monótono. O Bangu se limitou a tocar a bola e a fazer com que o tempo passasse, até certo ponto mostrando desinteresse.

No segundo gol do Bangu, feito por Arturzinho, um torcedor ao comemorar deixou cair um revólver, que disparou e feriu sem gravidade um vendedor de refrigerante na panturrilha.


Bangu dá ao Botafogo aula para ser campeão: 3 a 1

Fonte: Jornal O Globo - Repórter: Mário Jorge Guimarães

A vitória do Bangu sobre o Botafogo por 3 a 1, que valeu a conquista da Taça Rio, pode ter uma simples definição: foi uma verdadeira aula de futebol, baseadas em jogadas rápidas, envolventes, precisas e sobretudo criativas. O Bangu conseguiu fazer 2 a 0 em apenas cinco minutos e aos vinte e três liquidou o jogo, sem tomar conhecimento do adversário, fazendo o terceiro gol.

O sucesso dessa aula se deve ao esquema armado por Pinheiro. O Bangu fixou Mauro Galvão e Tobi à frente dos zagueiros, atraiu o Botafogo e partiu em contra-ataques fulminantes, através de Arturzinho e Paulinho Criciúma, explorando sempre a velocidade de Marinho. Resultado: com um minuto, Marinho fez 1 a 0, após falha de Marinho. Aos cinco foi a vez de Arturzinho fazer o segundo, praticamente definindo a partida.

Mandando em campo, o time do Bangu não abandonou sua tática. Continuou envolvendo o Botafogo e poderia até ter imposto uma goleada. Chances não faltaram. Tanto assim que aos 23 minutos, numa jogada que teve a participação de Galvão e Criciúma, Arturzinho marcou o terceiro com incrível facilidade. O gol único do Botafogo foi de falta: Berg, aos 33, em cobrança perfeita. A bola entrou no ângulo direito de Gilmar.

No segundo tempo, o Bangu, com o jogo ganho e a vaga garantida nas finais, manteve o esquema e apenas diminuiu o ritmo, diante da total incapacidade do Botafogo. Mesmo assim desperdiçou várias oportunidades, o que não impediu sua torcida de fazer a festa nas arquibancadas. Uma festa muito justa para um título inédito no clube: o de Campeão da Taça Rio.


"Rei Artur" reza por mais um título
Fonte: Jornal O Globo - Repórter: Mário Jorge Guimarães

Quando o time do Bangu festejava a conquista do título, erguendo a Taça Rio e dando a volta olímpica, um jogador correu para o vestiário. Justamente Arturzinho, o craque do jogo. Camisa molhada de suor, faixa de campeão grudada ao peito, ele rezou sozinho e chorou. O desabafo veio em seguida, com muita emoção: 

- Provei a mim mesmo que sou um grande homem.

Arturzinho, ou o Rei Artur para a torcida do Bangu, tinha motivos para tanta emoção. Depois de ficar cinco meses marginalizado no clube, voltou ao time por exigência de Pinheiro e seus gols foram decisivos para a conquista do título. Mas nem por isso ele parecia satisfeito. Insistia em dizer que a festa de ontem era para a torcida, para os dirigentes. A dele só vai acontecer após as finais, quando o Bangu for campeão estadual.

- A conquista da Taça Rio serviu apenas para lavar a minha alma. Enfrentei adversidades, passei por momentos delicados e consegui superar tudo. Nesse momento quero apenas agradecer a Pinheiro, que acreditou em mim. Ele não apenas pediu minha reintegração. Ele a exigiu.

Cercado por torcedores, abraçado por dirigentes, Arturzinho continuou seu desabafo. Afirmou ser a Taça Rio o seu oitavo título, o que pode significar o fim de uma fama que o persegue: a de ser um jogador que "treme" em partidas decisivas.

- Não quero dizer que sou estrela, mas apenas um jogador acostumado a decidir. Se o Bangu perdeu decisões no passado, não posso ser responsabilizado de forma isolada. Sorte também é essencial no futebol. Só espero que ela não me abandone nas finais do campeonato.



Cláudio Mello e Souza: Bangu foi campeão em cinco minutos
Fonte: Jornal O Globo

Faltavam seis minutos para terminar a partida quando foi aberta, na arquibancada do Maracanã, uma faixa com os seguintes dizeres: "Rio explode de emoção, Bangu é campeão". não creio que tenha havido tal explosão. Muito pouca gente interessou-se pela partida de ontem, a começar pelas torcidas dos dois times, representadas por um número bem reduzido de pessoas. Essa faixa foi feita com um compreensível exagero e guardada com injustificada prudência. Afinal de contas, a vitória do Bangu sobre o Botafogo estava conquistada já aos cinco minutos do primeiro tempo, com o fulminante gol de Marinho e com o belo gol de Arturzinho.

O Bangu mostrou logo estar preparado para abrir um sistema defensivo bem mais compacto e firme. Marinho, Arturzinho e Criciúma deslocavam-se com rapidez e inteligência, sem manter posições fixas. Se estavam bem preparados para o pior, ficaram bem à vontade diante do melhor: o Botafogo abria convidativos espaços entre os homens de meio de campo e da defesa; seus zagueiros confundiam-se, tropeçavam na bola e tropeçavam uns nos outros. Era evidente que aqueles dois gols marcados em tão pouco tempo tinham desarticulado o que pudesse existir ainda de ordem tática e de equilíbrio emocional.

A partir dos 20 minutos do primeiro tempo, no entanto, bem que o Botafogo tentou com mais insistência organizar alguns ataques. Viu-se, porém, diante de duas realidades bem incômodas: a incompetência de todos os seus jogadores e a firmeza da marcação feita pelo Bangu. O Botafogo tentou ainda mais. O técnico Jair Pereira determinou que Maurício fosse jogar pela esquerda e Helinho, pela direita. Por momentos, poucos, esse pequeno expediente deu algum resultado. O Bangu chegou a se confundir para, logo em seguida, se tranqüilizar. Maurício passou a fazer, pela esquerda, o mesmo que fizera, pela direita, isto é, nada. Helinho, solidário com o companheiro, tratou de imitá-lo, caprichando nos erros mais primários.

Ardilosamente, o time do Bangu fez com que o Botafogo se iludisse com a possibilidade de atacar. Os espaços abertos entre o meio de campo e a defesa do Botafogo abriram-se ainda mais. Através deles, Arturzinho e Criciúma deram um rápido e belo show de criatividade e de domínio de bola, bem à frente dos zagueiros adversários, que já nem mais sabiam onde estava a bola. E quando uma defesa não sabe onde está a bola, invariavelmente ela está dentro do gol. Estava. Três a zero. O jogo poderia ter acabado aí, no terceiro gol do Bangu,segundo de Arturzinho. pelo regulamento, porém, tivemos de suportar um tedioso segundo tempo, não sem antes vermos o único momento elogiável do Botafogo: o gol marcado por Berg, de falta.

O Bangu teve, entre a solidez de sua defesa e a agilidade de seu ataque, um ponto de perfeito equilíbrio: Mauro Galvão fez uma partida brilhante, mostrando como se pode dar proteção aos zagueiros, consistência ao meio de campo e liberdade de ação para o ataque. Ele foi, ontem, o dono e o nome do jogo.

No segundo tempo, o Bangu limitou-se a fazer com que o tempo e a bola corressem, preguiçosamente, para garantir o resultado. Justiça se faça ao Botafogo: ele deu uma notável contribuição para que o resultado se mantivesse intocado.


Pinheiro dedica título à sua mulher
Fonte: Jornal O Globo - Repórter: Mário Jorge Guimarães

Lágrimas, abraços e a promessa de conquistar o Campeonato Estadual. Esses eram os ingredientes do vestiário do bangu após a vitória de 3 a 1 sobre o Botafogo, que deu o título da Taça Rio à equipe de Moça Bonita. Mas se havia excesso de alegria por parte dos jogadores e dirigentes, o técnico Pinheiro preferiu humildemente dedicar o título à sua mulher, Sônia:

- Ela sempre esteve ao meu lado. Por isso que faço questão de lembrar o nome dela. Gostaria também de agradecer a duas pessoas: Castor de Andrade e Carlinhos Maracanã. Eles confiaram sempre em mim. Agora é só dar seqüência ao trabalho, pois nada ainda está ganho. A meta principal é ser campeão estadual.

Sobre o jogo, Pinheiro admitiu que os dois gols marcados com menos de cinco minutos, contribuíram para "quebrar" o esquema tático do time adversário:

- Os gols de Marinho e Arturzinho, logo no início, facilitaram tudo. No segundo tempo, apenas tocamos a bola, esperando o apito final do juiz. Não havia motivo de partir para cima do Botafogo.


Atuações
Fonte: Jornal O Globo

BOTAFOGO:
O Botafogo foi um time apático, completamente desestruturado e que jamais impôs alguma dificuldade ao Bangu. Um time sem destaques. De bom mesmo apenas a categoria de Berg na cobrança de falta que resultou no gol.

BANGU:
GILMAR - O ataque do Botafogo não lhe deu trabalho. Mas ficou ficou sem ação na falta cobrada por Berg. Nota 7.
JACIMAR - Jogou com seriedade, sem comprometer. Nota 8.
MARCIO - muito eficiente. Usou o vigor físico, sem enfeitar as jogadas. Nota 8.
OLIVEIRA - Também jogou para o time e se destacou, principalmente, no combate direto aos adversários. Nota 8,5.
RACINHA - Dominou o setor, mas tentou enfeitar algumas jogadas. Numa delas resultou a falta que Berg bateu com perfeição. Nota 7.
MAURO GALVÃO - Funcionou perfeitamente no esquema, dando cobertura à defesa e iniciando os contra-ataques. Um dos melhores do time. Nota 9.
TOBI - Outro que colaborou com o esquema do time. Nota 8,5
ARTURZINHO - Comandou o time, com talento e determinação. Seus dribles e toques rápidos foram fundamentais para a vitória. Fez dois bonitos gols. Nota 9,5.
MARINHO - Rápido, insinuante e sempre perigoso. Deu muito trabalho a defesa do Botafogo porque além de jogar pela ponta também caiu pelo meio. Nota 9.
PAULINHO CRICIÚMA - Sua colocação em campo foi perfeita, participando sempre das ações ofensivas. Decisivo nas jogadas que resultaram nos gols. Nota 9.
ADO - Cumpriu as ordens do técnico, compondo o meio-campo. Nota 8.

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Os gols:

BANGU 1 a 0, Marinho dribla Jorge Lourenço, escapa da cobertura de Josimar, no início fulminante do Bangu, e marca o primeiro gol

BANGU 2 a 0, Aos 5 minutos, em jogada rápida e surpreendente, Arturzinho faz o segundo gol, com um chute forte no ângulo, assegurando o título

BANGU 3 a 0, Arturzinho, após se livrar do goleiro Jorge Lourenço e do zagueiro Wilson Gotardo, faz o terceiro gol do Bangu


Botafogo 1 a 3, o gol único do Botafogo foi de falta: Berg, aos 33, em cobrança no ângulo direito de Gilmar

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Leia a crônica de Carlos Molinari sobre este jogo.

     
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