Rio de Janeiro, terça-feira, 19 de setembro de 2017 - 10h15min
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SEMIFINAL QUE VALE POR UMA VITÓRIA

Quando o Bangu Atlético Clube entrar em campo hoje para enfrentar o Volta Redonda, às 17h, em Moça Bonita, seus dirigentes estarão com um olho no gramado e outro na arquibancada. O clube espera muito do departamento de futebol e dos torcedores para voltar a ter força. A meta é se classificar para as semifinais do Estadual, conquistando nova cota de televisionamento (R$ 200 mil) que garantirá a tranqüilidade no orçamento, chegando a 2004, ano do centenário, em situação melhor.

Com as finanças equilibradas, o clube pretende atrair sócios e investir na infra-estrutura. Caso o time não se acerte em campo, será necessário vender os jogadores para pagar as contas. Só o departamento de futebol recebe em dia. O clube investe em categorias de base tanto para reforçar seus próprios times quanto para negociar atletas.

Rubens Lopes deixou a presidência para assumir a vice-presidência de coordenação-geral da federação (Ferj). Em seu lugar, João Paulo Giancristoforo comandará o Bangu, estando à frente no centenário, em 17 de abril de 2004.

— Vou dar continuação ao trabalho dos outros presidentes. Nosso maior objetivo é fazer o clube crescer. Para isso, precisamos de mais sócios e receita. O Bangu deve ter 500 sócios pagantes, pouco para tanta tradição. Uma das nossas estratégias é usar o centenário para mobilizar os torcedores — diz Giancristoforo.

Outro exemplo do aumento da força política está no Tribunal de Justiça Desportiva, presidido pelo Sérgio Saraiva, ex-presidente do Bangu.

O clube precisa investir mas não tem dinheiro. Por isso, conta com parceiros como o fenômeno Ronaldinho, que empresta sua marca; empresas de marketing esportivo, que negociam jogadores; e da prefeitura, que reformará a sua sede social.

O Estádio Proletário Guilherme da Silveira, com capacidade para 15 mil torcedores, seria modernizado para abrigar o Pan 2007 mas a prefeitura preferiu construir outro, no Engenho de Dentro.


A situação do clube

ORÇAMENTO: O clube fez um planejamento de 90 dias (janeiro, fevereiro e março) contando com a cota inicial de TV do Campeonato Estadual (R$ 170 mil), bilheteria e cota da Copa do Brasil, ainda não divulgada.

COTA EXTRA: Para equilibrar as contas, o clube precisa chegar às semifinais do campeonato estadual e garantir nova cota de TV, de R$ 200 mil.

JOGADORES: O clube tem 27 jogadores; 15 deles vieram das categorias de base.


Clube se prepara para centenário

Foto: O Globo On Line
Danilo Soares, 10 anos, artilheiro da categoria mirim: investimento

O Bangu já está se preparando para comemorar o seu centenário, que será completado no dia 17 de abril de 2004. A logomarca comemorativa foi aprovada pelo conselho deliberativo por unanimidade no mês passado e leva a assinatura de Clécio Régis.

Ainda não há um calendário oficial de eventos mas a expectativa é de que a data seja marcada por uniformes, livro, selo, flâmula, distintivos, chaveiros, medalhas, diplomas, postais, CDs, bonés, documentário, camisetas, bandeiras e coreto no carnaval 2004 (no Largo da Igreja) em homenagem ao clube.

— Sabemos que o clube está em dificuldades financeiras. Por isso, não cobrei nada pelo meu trabalho. A concepção foi do Grêmio Literário José Mauro Vasconcelos. Vamos procurar apoio e patrocínio para garantir a festa — afirma Clécio Régis.

O objetivo é mobilizar o bairro em função do clube, incluindo o Grêmio Literário José Mauro Vasconcelos, que também participará das comemorações.

— Tivemos a idéia de fazer o coreto de carnaval homenageando o clube. Também queremos fazer uma exposição e um baile com a orquestra Tabajara. O Bangu surgiu em função da fábrica e queremos aproveitar as festividades para provar que a primeira bola do Brasil veio para os jardins da empresa — diz Benê Venuto, historiador e presidente do grêmio literário.

Os arquivos do grupo serão fundamentais para que o clube consiga contar a sua história. O livro comemorativo terá a coordenação do ex-presidente Rubens Lopes:

— Deixar a presidência do Bangu às vésperas do centenário é uma prova de que estou desprendido da vaidade. Agora, só ajudarei o clube e escreverei o livro comemorativo. Minha idéia é dar espaço para todos os ex-presidentes. Não sei ainda que forma terá o livro, mas quero mostrar que o clube é um pioneiro e reforçar a sua identificação com o bairro.

Entre as histórias que Lopes pretende recontar, figuram a tentativa de comprovação de que a primeira bola a vir para o Brasil foi para a fábrica. Outro orgulho do clube já foi reconhecido: ser o primeiro a aceitar atletas negros. O ex-presidente ainda enumera outras inovações.

— O Bangu foi o primeiro clube do mundo a usar propaganda na camisa, da Fábrica Bangu. Foi também o primeiro no Brasil a usar propaganda estática no estádio e venceu o primeiro campeonato estadual em 1933 — afirma o ex-presidente do clube.

Outra boa lembrança vai ser a conquista do título estadual de 1966.


Fonte: Jornal O Globo - Bairros: Zona Oeste (Repórter: Cláudio Motta), 02/02/2003.

     
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