Rio de Janeiro, domingo, 17 de dezembro de 2017 - 06h12min
Clube
História
Estádios
Símbolos
Presidentes
Futebol
Jogos
Títulos
Atletas
Técnicos
Competições
Informação
Livros
Crônicas
Reportagens
Por onde anda?
Estatísticas
Gerais
Confrontos
Campanhas
Ranking CBF
Competições
Multimídia
Fotos
Áudios
Vídeos

» 1ª Página » Informação » Reportagens

TRADIÇÃO X LUCRO

Segundo o ex-jogador Eloy, empresários não querem mais saber de clubes com dívidas

JS/arquivo
Avaliação sombria — O ex-jogador Eloy, hoje técnico do Bangu, teme pelo futuro dos pequenos do Rio com o surgimento de novos clubes

A quatro rodadas do fim, se o Campeonato Carioca da Segunda Divisão terminasse hoje, equipes tradicionais como Bangu, São Cristóvão, Olaria e Bonsucesso estariam fora da segunda fase. Dos oito times que se classificariam, nenhum jamais disputou a Primeira Divisão.

Um retrato sombrio de clubes com títulos expressivos, como o São Cristóvão, campeão Carioca de 1926; o Olaria, campeão Brasileiro da Taça de Bronze em 1981; Bonsucesso, sétimo clube com maior número de participações (57) na primeira divisão carioca; e o bicampeão Carioca Bangu, em 1933 e 1966, além do vice Brasileiro de 1985.

O atual técnico do Bangu é Eloy, que fez história no futebol carioca jogando por América e Vasco, nos anos 80. Ele explicou o porquê dos times tradicionais não estarem bem na competição. "É muito fácil explicar. Os times que estão se classificando, são comandados por empresários. Eles pegam ou montam times que não possuem dívidas, colocam lá os melhores jogadores. Funciona como uma vitrine por três, quatro meses, e pagam excelentes salários", comentou Eloy, acrescentando. "Já as equipes tradicionais, em geral, possuem dívidas e os dirigentes não aceitam a interferência dos empresários no controle do comando do futebol".

O treinador não mostrou otimismo numa melhora a médio prazo para os clubes pequenos, mais tradicionais do Rio.

"Infelizmente vejo um caminho difícil para esses clubes com um passado de histórias. A solução é que eles compreendam que sem planejamento não conseguirão retornar à elite do futebol carioca", alertou.

Eloy citou como exemplo a preparação física feita nos clubes da Segundona.

"Quando assumi, o time não tinha realizado um treino físico. Na minha estréia no comando, quatro jogadores jovens, tiveram câimbras. É preciso rever para que uma história tão bonita não acabe dessa forma", analisou.



Fonte: Jornal dos Sports, 13/05/2006.
Repórter: Sérgio Mello.

     
Livros
 
Estatísticas
 
Jogos 4.116
Vitórias 1.713
Empates 980
Derrotas 1.423
Gols Pró 7.267
Gols Contra 6.306
Saldo de Gols 961
Artilheiros
 
Ladislau 229
Moacir Bueno 202
Nívio 152
Menezes 138
Zizinho 124
Luís Carlos 119
Paulo Borges 109
Décio Esteves 97
Arturzinho 93
Marinho 83