Rio de Janeiro, sábado, 18 de novembro de 2017 - 13h30min
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105 ANOS DE GLÓRIAS

Bangu festeja mais um aniversário com muitas e ricas histórias para contar

 

Rio de Janeiro - “O Bangu tem também a sua história a sua glória, enchendo seus fãs de alegria”. O trecho do hino retrata bem o Bangu Atlético Clube, que completa nesta sexta-feira, 105 anos de muitos triunfos. Na casa nº. 12 da Rua Estevão (depois Rua Ferrer e atualmente Avenida Cônego Vasconcelos), após uma reunião o clube foi fundado no dia 17 de abril de 1904, por técnicos ingleses, que trabalhavam na Fábrica Bangu.

O bicampeão carioca (1933 e 66), o Bangu esteve presente no primeiro Estadual de 1906. Para poder ter o seu estádio, foi feita em linha paralela ao terreno da Fábrica Bangu pelo diretor da Companhia e Presidente Honorário do Bangu, João Ferrer, em tempo recorde. O sacrifício valeu à pena e o Bangu inaugurou com vitória, em jogo amistoso (13/05/06), Riachuelo FC por 2 a 0. Uma semana depois (20/05), estreou no 1º Estadual vencendo o Football & Athletic por 3 a 1, na ‘cancha encantada da Rua Ferrer’, como dizia na época o locutor Ary Barroso.

Coincidência ou não, o fato que a entrada de Castor de Andrade, em 1926 no Bangu foi o divisor de águas na história do clube. Antes disso, a melhor campanha foi em 1916, com um terceiro lugar. Sete anos depois, o Bangu conquistava o seu primeiro título. Com vitórias marcantes sobre o Flamengo (3 a 1) e Fluminense (4 a 0 e 2 a 0), o Alvirrubro fechou com 16 pontos em 10 jogos: sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota, marcando 35 gols e sofrendo 16.

No dia 17 de novembro de 1947, um novo marco foi à inauguração do Estádio Proletário Guilherme da Silveira, Moça Bonita, com capacidade para 15 mil torcedores. O primeiro jogo em cariocas, aconteceu no ano seguinte. No dia 25 de julho de 1948, pela terceira rodada, o Bangu goleou o São Cristóvão por 3 a 0.

Até 1966, o Bangu tinha conquistado vários torneios, mas o Estadual, nada. Então, neste ano o Bangu arrasou! Foram 32 pontos em 18 jogos (15 vitórias dois empates e apenas uma derrota, com 50 gols pró e apenas oito contra, saldo de 42). Apesar da brilhante campanha, o título só chegou à última rodada. Precisando apenas de um empate contra o Flamengo, o Banguzão não fez por menos e goleou por 3 a 0, no Maracanã. Ocimar abriu o placar aos 23 minutos e Aladim ampliou três minutos depois. No segundo tempo, Paulo Borges marcou o terceiro, logo aos três minutos, levando o segundo caneco para Moça Bonita. A relação de Castor de Andrade com o Bangu durou mais de meio-século até 1997. Em homenagem ao patrono, Castor virou mascote do clube.



Verdadeiros ‘Escretes de ouro’ banguenses

Rio de Janeiro - Ubirajara, Zanata, Domingos da Guia, Mauro Galvão (foto ao lado) e Marco Antônio; Carlos Roberto, Zózimo, Zizinho e Ademir da Guia (foto à direita); Paulo Borges e Ladislau. Técnico: Moisés. Do outro lado: Wagner, Perivaldo, Mário Tito, Márcio Rossini e Marinho Chagas; Mário, Arturzinho e Jorge Mendonça; Marinho, Moacir Bueno e Aladim. Técnico: Elba de Pádua Lima, Tim.

Em comum, acima, duas verdadeiras seleções. Todos estes jogadores tiveram passagem pelo Bangu, e ainda ficaram de fora Mendonça, o zagueiro Denílson, Cláudio Adão, o meia Neto, Paulinho Criciúma, Renato Gaúcho entre outros. O zagueiro Domingos da Guia (foto abaixo), que tem o seu nome no hino do clube, e o seu filho Ademir da Guia, são alguns gênios da bola, revelados pelo clube da Zona Oeste.

Alguns jogadores deixaram marcas profundas no Bangu. Irmão de Domingos da Guia, o atacante Ladislau, que jogou entre 1922 a 40, até o hoje é o maior artilheiro da história do Bangu com 217 gols em 325 jogos (média de 0,7 gol por partida). Já o goleiro Ubirajara, que atuou entre 56 a 69, tem dois recordes: com o maior número de jogos (538) e o jogador que mais vezes saiu de campo com vitória (290).

Já no banco de reservas, ninguém comandou mais o Bangu do que o Moisés. O treinador teve três passagens, a primeira de 83 a 86; depois a segunda em 1989 e a última de 92 a 94, totalizando 301 jogos (148 vitórias, 100 empates e 53 derrotas, um aproveitamento de 65,8%). Porém, a melhor média foi Tim que tem 67,4% em 293 partidas (167 vitórias, 61 empates e 65 derrotas).

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Repórter: Sérgio Mello
Fonte: Jornal dos Sports, publicada em 17/04/2009.

     
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