Rio de Janeiro, sábado, 18 de novembro de 2017 - 13h26min
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DIVINOS DA VIDA REAL: A PAIXÃO ETERNA E FIEL PELO BANGU EM MOÇA BONITA

Poucos e fiéis torcedores mantêm intacto o amor pelo clube que fez história no Rio de Janeiro e no Brasil com ajuda do contraventor Castor de Andrade

Foto: Alexandre Loureiro
 
Torcedor encara a chuva e o frio para jogo com o América pela Copa Rio

Heróis. Assim podem ser definidos os 149 corajosos torcedores que acompanharam o insosso empate de 0 a 0 entre Bangu e América pela Copa Rio, no último dia 26, em Moça Bonita. Debaixo de chuva, vento forte e um frio cruel para os cariocas de 16°C, a torcida reunida nas arquibancadas nem de longe parecia a do Fla-Flu, diferentemente do que diz um trecho do hino do Bangu. A paixão pelo clube, porém, é de time grande.

Foto: Alexandre Loureiro
 
Matheus Luiz, de 17 anos, deixou a mãe falando sozinha e foi

- Vir para cá, no frio e com chuva, só com muito amor mesmo. Minha mãe reclamou muito, deixei ela falando sozinha em casa e vim para o jogo - disse o fanático banguense Matheus Luiz, de 17 anos.

Andando pelas arquibancadas é possível encontrar as mais variadas figuras. Dá para ver gente rezando, de joelhos, e até acendendo vela. No quesito paixão, os americanos não deixam por menos. Tia Ruth, de 88 anos, é a torcedora número 1 do América e não perde um jogo do time.

- A motivação é sempre a mesma. Eu já era americana na barriga da minha mãe - declarou, mostrando a bandeira do clube de forma discreta, para não despertar a ira dos rivais ao seu lado.

Foto: Alexandre Loureiro
 
Torcedora-símbolo do América, Tia Ruth não perde um jogo

- A primeira coisa que fiz quando cheguei foi perguntar se poderia gritar gol na arquibancada do Bangu. Eles disseram que tudo bem - contou a velhinha mais simpática do estádio.

Outro que não perde uma partida de seu time é o banguense Adelino Simão.

Foto: Alexandre Loureiro
 
Adelino e seu guarda-chuva vermelho nas tribunas de Moça Bonita

- É muito melhor estar aqui, prestigiando o meu amor, do que ficar em casa vendo porcarias de programas de TV - disse o aposentado de 72 anos.


Cláudio Adão e Marinho falam com saudades do tempo de Castor

Os tempos áureos do Bangu ficaram na lembrança dos torcedores e ex-jogadores do clube. O craque Cláudio Adão fala com saudades do contraventor Castor de Andrade, famoso bicheiro que era patrono do Bangu.

- Era um homem maravilhoso. Faltam pessoas como ele no futebol de hoje. Não assinei contrato com o Bangu ou com o Castor. Era tudo de boca e sem qualquer problema - revelou o artilheiro do Carioca de 1984.

O maior ídolo do Alvirrubro, o ex-ponta Marinho, faz coro ao discurso do ex-companheiro de time.

- Castor era como um pai para mim. Uma das melhores pessoas que já conheci, um homem muito generoso. Ele só pagava em dinheiro - disse.

O ex-roupeiro do clube Vagner Borges da Silva, que hoje é guardador de carros nos arredores de Moça Bonita, se refere ao falecido contraventor de forma íntima.

- O "Doutor" pagava o bicho no vestiário, adiantado. Sabendo disso, eu e outros funcionários do clube sempre cobrávamos uma farpela dos jogadores. Dava um dinheiro bom - contou.

Foto: Alexandre Loureiro
 
O americano 'Seu João' é outro símbolo do América. Ele acende uma vela em todo jogo do time, mesmo debaixo de chuva

Repórter: Paulo Victor Reis
Fonte: Jornal MAIS, publicada no Lancenet! em 04/10/2012.

     
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