Bangu Atlético Clube: sua história e suas glórias

Maracanã, 18 de setembro de 1966

Arte São Cristóvão 0 x 5 Bangu

O horário era o mais ingrato possível. A Federação marcou para às 14 horas o jogo entre Bangu e São Cristóvão, no Maracanã, pela 2ª rodada do Campeonato de 1966. Isso porque, às 16 horas, na partida principal, o Flamengo pegaria o América. Com isso, toda a programação do alvirrubro foi alterada.

O almoço na Vila Hípica, concentração dos jogadores, foi servido às 10h30. E a “camioneta” do clube levou os craques para o Maracanã às 12h30.

Com sol forte, após um minuto de silêncio pela morte do cronista esportivo Mário Filho – o dono do Jornal dos Sports -, começava o jogo, ainda com as arquibancadas do “maior do mundo” bem vazias.

A disparidade técnica entre os times era enorme, assim era questão de minutos para que o Bangu conseguisse abrir o placar. Aos 27 minutos, Cabralzinho chutou, o goleiro Manga espalmou para o lado e Paulo Borges, acossado pelo zagueiro Tião, chegou antes para empurrar para o fundo das redes. Pronto: a fábrica de gols começava a funcionar.

Aos 42 minutos, em falta frontal à área, Cabralzinho cobrou com categoria, encobrindo o goleiro Manga, que só teve como assistir a esta pintura: 2 a 0.

Alfredo González, nos vestiários, já sabia que a partida estava liquidada. Mesmo assim, determinou que o Bangu continuasse no ataque. Se na estreia, o time tinha feito 5 a 0 no Madureira, poderia repetir a dose.

O ponta Zé Carlos, aos 10 minutos, resolveu fazer tudo sozinho, roubou a bola do lateral Lauro, venceu a zaga do São Cristóvão na corrida e chutou rasteiro, vencendo o goleiro Manga: 3 a 0.

O público começava a chegar ao Maracanã e os flamenguistas presentes puderam aplaudir o quarto gol do Bangu, aos 27 minutos. Fidélis centrou, a zaga falhou e Jair chutou à meia altura para fazer 4 a 0.

Aos 35 minutos, para completar, o zagueiro Élton colocou a mão na bola dentro da área. Pênalti que foi dado de presente para o jovem Ênio cobrar e dar números finais ao massacre.

A diretoria, empolgada com a goleada, fixou em 60 mil cruzeiros o “bicho” para cada um dos onze titulares.

No jogo de fundo, outra boa notícia, o América conseguiu arrancar um ponto do Flamengo num empate em 2 a 2.

Ficha técnica

Campeonato Carioca 1966

Classificação