Bangu Atlético Clube: sua história e suas glórias

Cuiabá, 7 de julho de 1985

Arte Bangu

Depois de empatar com o Internacional no Maracanã, na abertura da segunda fase do Brasileirão de 1985, o Bangu precisava de um bom resultado diante do Mixto, em Cuiabá.

Nada impossível, já que o Mixto era considerado o adversário mais frágil do grupo, embora tivesse arrancado um ponto do Vasco na estreia.

Mas o Bangu de 1985 não era o Vasco. O técnico Moisés armou o time de forma ofensiva, para explorar as falhas que o Mixto fatalmente iria apresentar.

O estádio Governador José Fragelli recebeu mais de 9 mil torcedores. A pressão exercida por eles ajudou os locais a saírem na frente do placar, quando o Bangu estava melhor em campo. Numa jogada de escanteio, aos 16 minutos, o médio Cláudio Barbosa testou para o gol, vencendo o goleiro Gilmar. Mixto 1 a 0.

“O importante é que nosso time nunca se deixa abater quando sofre um gol de surpresa. Todos mantêm a calma, quando o problema é apresentado” – garantia Moisés.

Então, calmamente, o Bangu procurou o empate, que veio onze minutos depois. Márcio Nunes bateu o escanteio e Marinho empatou, também de cabeça: 1 a 1.

O empate não era o ideal para nenhuma das duas equipes. Por isso, Moisés ousou para o 2º tempo, tirou Pingo e colocou João Cláudio. O jovem atacante, que tinha passado o ano de 1984 emprestado ao Rio Negro, aproveitou mais uma vez a chance e marcou de cabeça, aos 17 minutos, o gol da virada, aproveitando um cruzamento de Marinho.

“Nosso time não perde desde março e por isso tenho certeza de que vamos nos classificar para a próxima fase. Se Deus quiser, até lá eu já serei titular absoluto” – garantia o otimista João Cláudio.

A partida continuou e o Mixto, então, saiu para o ataque buscando desesperadamente o segundo gol. Era tudo o que o Bangu queria para explorar os contra-ataques. Marinho, em jogada individual, driblou vários adversários e chutou forte da entrada da área, anotando o terceiro gol, aos 41 minutos. A vitória estava assegurada.

O Bangu passou a tocar a bola, esperando o tempo passar. O Mixto já não tinha possibilidade alguma de reagir e ainda sofreu o golpe de misericórdia aos 46 minutos. Gilson Gênio arriscou de fora da área, a bola quicou no “montinho artilheiro” e surpreendeu o goleiro Nelson, que estava mal colocado: era o quarto gol. Uma vitória maiúscula do novo líder do grupo.

À noite, no Hotel Excelsior, na época, o mais chique do centro de Cuiabá, houve uma festa. Os jogadores do Bangu comemoraram com muita cerveja e alegria. Afinal, como o próprio técnico Moisés fazia questão de dizer: “Jogador meu namora, bebe, fuma e é gente”.

Ficha técnica

Campeonato Brasileiro 1985 (Grupo H)

Classificação