Bangu Atlético Clube: sua história e suas glórias

Moça Bonita, 14 de julho de 1985

Arte Bangu
Observado por Márcio Nunes e pelo árbitro Arppi Filho,
Baby tenta levar a melhor sobre dois jogadores do Mixto.
Observado por Márcio Nunes e pelo árbitro Arppi Filho, Baby tenta levar a melhor sobre dois jogadores do Mixto.

A festa estava pronta. Afinal, nenhum torcedor tinha dúvida de que o Bangu derrotaria facilmente o fraco Mixto, em Moça Bonita. Na primeira partida, em Cuiabá, os alvirrubros tinham goleado por 4 a 1, com exibição de gala de Marinho.

Mas tinha sido o único jogo em que o Mixto deixara se entregar nesta Segunda Fase do Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão de 1985. Tinha arrancado um empate do Vasco, em Cuiabá, e perdera para o Internacional, no Beira-Rio, só por 1 a 0, com um gol de pênalti aos 44 minutos do 2º tempo. Então, era bom o Bangu “abrir o olho”.

A bandinha estava a pleno vapor tocando o samba campeão da Mocidade Independente, uma grande queima de fogos saudou os jogadores na entrada em campo e mais de 4 mil banguenses foram ao estádio.

O Patrono Castor de Andrade estava calmo na tribuna de Moça Bonita. Sabia que o Bangu iria vencer e disparar rumo à classificação às semifinais.

O jovem atacante João Cláudio perdeu um gol certo logo aos 8 minutos, justo ele que três dias antes tinha acabado com a banca do Vasco.

Aos 17, Marinho cabeceou uma bola na trave. Era o sinal de que o gol estava amadurecendo.

E o gol saiu, aos 36 minutos, mas foi para o outro lado. O zagueiro Jair derrubou o atacante Ricardo dentro da área. Romualdo Arppi Filho marcou o pênalti que Gilson Bonfim converteu. Mixto 1 a 0. Preocupação geral nas arquibancadas, nas sociais, no banco de reservas.

Moisés voltou para o 2º tempo com o atacante Pingo no lugar do meia Lulinha, pois queria a virada a qualquer custo. Ninguém admitia um fracasso do Bangu em Moça Bonita.

A torcida protestou com razão quando Mário caiu na área aos 6 minutos do 2º tempo e o “polêmico” Romualdo Arppi Filho mandou seguir o lance.

Aos 12, o reserva Pingo emendou de fora da área, enganando o goleiro Nelson, que pulou atrasado. Era o empate, ou melhor, era o início da virada.

Mas o Bangu não soube aproveitar a situação favorável. Só teve outra chance clara aos 36 minutos, novamente com Pingo. Só que ele chegou atrasado, não conseguiu empurrar a bola para o gol totalmente desguarnecido, e viu a chance passar quase em cima da linha.

O empate de 1 a 1 mantinha o Bangu na liderança do Grupo H, ampliava a longa série invicta do time, mas deixou em todos a sensação de que a festa programada com antecedência foi cancelada sem que ninguém tivesse sido avisado.

Na guerra do Brasileirão, empate em casa era derrota...

O gol salvador de Pingo. O chute de longe surpreendeu o goleiro Nelson.
O gol salvador de Pingo. O chute de longe surpreendeu o goleiro Nelson.
Ficha técnica

Campeonato Brasileiro 1985 (Grupo H)

Classificação