Bangu Atlético Clube: sua história e suas glórias

Maracanã, 17 de julho de 1985

Arte Bangu
Marinho, o destaque do jogo, supera Donato e, de cabeça, faz o primeiro gol do Bangu.
Marinho, o destaque do jogo, supera Donato e, de cabeça, faz o primeiro gol do Bangu.

Depois do inesperado empate contra o Mixto, em Moça Bonita, o Bangu teve pouco tempo para se reabilitar. Três dias depois, já estava em campo novamente para enfrentar o Vasco, no Maracanã.

Pouco mais de 10 mil pessoas compareceram ao “maior do mundo” naquela noite de quarta-feira. A torcida vascaína, ressabiada, via o time jogando mal. O Bangu, por sua vez, precisava da vitória para chegar à última rodada dependendo apenas de um empate contra o Internacional, em Porto Alegre.

O Bangu poderia ter goleado. Marinho foi o destaque do jogo, em uma noite de muita inspiração, ele ganhou todas as jogadas, desmoronando a defesa do Vasco.

Na base da velocidade e com toques de prima, o Bangu chegou ao gol. Ado tabelou na esquerda, recebeu na frente, driblou Edevaldo com enorme facilidade e cruzou para uma cabeçada perfeita de Marinho, que se antecipou a Donato. O placar do Maracanã mudava: 1 a 0, aos 12 minutos do 1º tempo.

Era o que faltava para o clima mudar. Aos 17 minutos, Marinho construiu toda a jogada do segundo gol. Ele recebeu na intermediária, atraiu a marcação, teve calma para esperar a entrada de Mário e deu o passe perfeito. Mário só teve o trabalho de tocar por cima do goleiro Roberto Costa, inseguro quanto ao momento de sair do gol. Bangu 2 a 0.

O técnico vascaíno se desesperou mais que os próprios jogadores e tirou de uma só vez Vitor e Romário, colocando Geovani e Gilberto, aos 30 minutos. Mas o 1º tempo já estava perdido e o jogo também.

Na etapa final, Roberto Dinamite aproveitou um rebote de uma bola no travessão e, de cabeça, tocou para o gol. Parecia que a partida ficaria dura, afinal eram decorridos 35 minutos.

Que nada. Aos 37, Marinho resolveu para o Bangu. Mário bateu um escanteio e Marinho surgiu entre os atônitos zagueiros para cabecear fora do alcance do estático Roberto Costa. O Vasco já era.

No mesmo horário, o Internacional vencia o Mixto por 3 a 1 e era a única equipe que poderia impedir o Banguzão 85 de passar para as semifinais do Campeonato Brasileiro.

Ainda no vestiário do Maracanã, o Patrono Castor de Andrade desembolsou 700 mil cruzeiros de “bicho” a cada jogador.

Mário acabou sendo o nome do jogo para a exigente Revista Placar, obtendo nota 8.

O momento era ótimo. O time seguia invicto há 29 partidas e o Vasco tinha virado “freguês” do técnico Moisés.

Gol de Mário, camisa 8 do Bangu, abrindo 2 a 0 em cima do atônito time do Vasco, naquela noite no Maracanã.
Gol de Mário, camisa 8 do Bangu, abrindo 2 a 0 em cima do atônito time do Vasco, naquela noite no Maracanã.
Ficha técnica

Campeonato Brasileiro 1985 (Grupo H)

Classificação