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Nova York 4 de julho de 1960
COMEÇA O PRIMEIRO CAMPEONATO MUNDIAL INTERCLUBES


Zózimo troca flâmulas com o capitão da Sampdoria, sob os olhares do árbitro James McLean. Vai começar o jogo!

Era feriado nacional nos Estados Unidos: Dia da Independência. Momento propício para a estreia do Bangu no Torneio Internacional de Nova York, um verdadeiro campeonato mundial que reunia 12 clubes de 12 países.

Idealizado pelo milionário William Cox, a International Soccer League foi logo reconhecida pela Federação de futebol dos Estados Unidos e contou com a presença de diversos campeões nacionais. Nesta primeira edição, seis times podiam se gabar de vir com a faixa de campeão de seu país no peito.

O Bangu, vice-campeão carioca de 1959, foi convidado para representar o Brasil. E, colocado no Grupo II, teria pela frente a Sampdoria, o Rapid Vienna (campeão austríaco), o Sporting (vice-campeão português), o Norrkoping (campeão sueco) e o Estrela Vermelha (campeão iugoslavo). Não seria nada fácil, até porque só uma equipe passaria para a final a ser disputada contra o vencedor da chave I, disputada em Nova Jersey.

Para fazer o Campeonato Mundial Interclubes, William Cox adaptou um estádio de beisebol para servir de campo de futebol. O Pólo Grounds – que tinha o formato de uma ferradura – foi a sede única dos jogos do Grupo II.  Construído em 1890, tinha capacidade para 55 mil torcedores, mas jamais lotou durante as partidas internacionais de 1960.

O adversário inicial era a Sampdoria – 8ª colocada no Campeonato Italiano de 1959 e que contava com três jogadores de seleção. O ponta-direita Bruno Mora era da Squadra Azzurra, o atacante Ernst Ocwirk jogava pela seleção austríaca e o craque Lennart Skoglund tinha sido vice-campeão mundial pela Suécia, em 1958.

O clássico interclubes Brasil x Itália atraiu mais de 18 mil pessoas ao Pólo Grounds. Aliás, foi o maior público que comprou ingressos para ver uma partida do esporte bretão em terras norte-americanas até aquela data.

A partida recebeu cobertura até mesmo do importante jornal The New York Times que, no dia seguinte, enaltecia os banguenses.

O resultado do jogo? Bangu 4 a 0, fácil, fácil. Parecia inimaginável, mas o time alvirrubro dos anos 60 conseguia sem tanto assombro assim.

“O Bangu fez uma impressionante demonstração do estilo de jogar que deu ao Brasil o título mundial dois anos atrás” - contou o jornal, referindo-se à Copa do Mundo ganha em 1958, na Suécia, pela seleção brasileira.

O jornalista Michael Strauss, empolgado com a atuação do Bangu, chegou a dizer que o time tinha vários jogadores cotados para vestir a “amarelinha” na Copa do Mundo do Chile, em 1962.

Ao final da partida, Ademir da Guia – o jovem atacante banguense que fazia seu primeiro ano de profissional – foi comparado ao jogador de basquete norte-americano, Marques Haynes. Sua habilidade com a bola encantou tanto ao público quanto uma exibição dos Globetrotters.

A única crítica que o Bangu recebeu após a exibição foi em relação ao “apelido” dos jogadores brasileiros. Para o jornalista Michael Strauss era incompreensível que o atacante Silva (José Maria da Silva) fosse chamado simplesmente de Zé Maria: “Isso ainda vai gerar problemas para a organização do evento” - alertava...

Depois do apito do árbitro James McLean, o Bangu demorou 18 minutos para marcar o primeiro gol. Luís Carlos fez toda a jogada, passou por dois defensores italianos e rolou para Zé Maria chutar de primeira, vencendo o goleiro Ugo Rosin: 1 a 0, placar do 1º tempo.

No 2º tempo Zé Maria se contunde e é atendido fora de campo. Logo ao voltar, ele retribui o “presente” a Luís Carlos, que acerta o alvo e marca o segundo gol, aos 21 minutos.

Aos 24 minutos, novamente Zé Maria foi decisivo. Ele chutou a uma distância de 20 metros, a bola subiu e encobriu o goleiro Rosin. Foi o gol mais bonito do jogo: 3 a 0.

Para fechar a goleada, quem fez a jogada decisiva foi o meia Zózimo, que passou por toda a defesa italiana e tocou para Luís Carlos, livre, dar números finais, aos 32 minutos: 4 a 0.

Em pleno dia 4 de julho, data patriótica para os norte-americanos, o Bangu fez valer a máxima do seu hino de que, quando ele vence, é na certa um feriado...


O goleiro italiano Ugo Rosin impede que o camisa 11, Beto, marque mais um gol na fácil vitória banguense.

Torneio de Nova York 1960 (Grupo II)
     
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