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Nova York 20 de julho de 1960
EMPATE AMEAÇOU O BANGU DE FICAR FORA DA FINAL DO MUNDIAL


O único tropeço do Bangu no Torneio Internacional de Nova York ocorreu diante do time sueco.

O Bangu estava em estado de graça no Torneio de Nova York de 1960. Tinha vencido as três primeiras partidas e era o líder do Grupo II. O técnico Tim estava seguro de que não tinha adversários dentro da chave. Retornando de ônibus da cidade de Hartford, onde o alvirrubro goleara o Estrela Vermelha (Iugoslávia) em jogo amistoso, ele pensava no compromisso de quarta-feira à noite contra o IFK Norrkoping, da Suécia. 

O time do Norrkoping vinha mal. Tinha vencido um jogo e perdido dois. Podia ser o vice-campeão da Suécia em 1959, podia ter o atacante Gosta Lofgren, que atuara na Copa do Mundo de 1958, mas não iria conseguir segurar o forte ataque banguense.

Tim só não poderia imaginar que o Bangu pararia tantas vezes nas mãos do goleiro Henry Christensson, um veterano de 34 anos, emprestado ao Norrkoping pelo Malmoe só para a disputa do Torneio de Nova York.

Foram tantas as defesas que o jornal The New York Times se deu o trabalho de contar. Durante os 90 minutos, ele fez 19 defesas difíceis, enquanto Ubirajara, do outro lado, impediu nove chutes suecos.

A grande chance do Bangu ocorreu aos 42 minutos do 2º tempo. O juiz marcou um pênalti. Beto pegou a bola com a certeza de que venceria o goleiro sueco. A cobrança saiu firme, mas Christensson pulou para defender, impedindo a quarta vitória consecutiva dos banguenses.

O inesperado empate de 0 a 0 ocorreu diante de 12 mil torcedores, que depois ainda assistiriam ao jogo de fundo entre o Estrela Vermelha (Belgrado) e o Sporting (Lisboa), no qual o time iugoslavo ganhou por 3 a 0.

Na tribuna do estádio Pólo Grounds, os banguenses, de banho tomado, esperavam maior resistência dos portugueses. A fácil vitória dos iugoslavos tinha sido um desastre para eles.

Agora, Bangu e Estrela Vermelha somavam 7 pontos, dividindo a liderança do Grupo II. No entanto, o saldo de gols do time de Belgrado era melhor: 10 a 9. Isso significava que, no confronto direto na última rodada, o Bangu teria que vencer para se classificar à final.  

A tabela marcou para o dia 31 de julho o duelo entre brasileiros e iugoslavos. O Bangu teria 11 dias para se preparar para derrotar o Estrela Vermelha. Só assim o pênalti perdido diante do Norrkoping seria apagado da memória dos jogadores e ninguém se lembraria de um goleiro chamado Christensson, que fez naquela noite a melhor atuação de sua vida.

A frase

Eles não jogaram, nem nos deixaram jogar.

Luís Carlos,
camisa 9 do Bangu em 1960

Torneio de Nova York 1960 (Grupo II)
     
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