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Maracanã 3 de julho de 1985

Marinho entra na área, bem marcado por dois jogadores do Internacional. O empate em 1 a 1 penalizou o Bangu que, no finalzinho, ainda acertou uma bola na trave do goleiro Mano.

O Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão de 1985 sofreu uma longa paralisação ao término da primeira fase, no final de abril. Foram dois meses de folga para os clubes, mas de muito trabalho para a Seleção Brasileira, que disputou as eliminatórias da Copa do Mundo contra Bolívia e Paraguai.

Por isso, o Brasileirão só voltou em julho, reunindo apenas os 16 finalistas. O Bangu estava entre eles. Tinha sido o líder do Grupo D e passou as “férias forçadas” em movimento, jogando um torneio internacional na Coréia do Sul, em que saiu invicto (com duas vitórias e cinco empates), mas sem o título.

A estreia na fase final foi contra o Internacional, no Maracanã, numa quarta-feira à noite. Apenas 2.425 pessoas pagaram ingresso para ver o duelo. O Bangu, apesar de jogar todo de branco, estava de luto. Na véspera, os jogadores treinaram em silêncio, sinal de respeito pelo falecimento de Euzébio de Andrade, pai de Castor e presidente do clube entre 1963 e 1968.

“Seu Zizinho” - como era chamado – teve o caixão coberto com a bandeira do alvirrubro e, o “mestre Tutu”, da bandinha do Bangu, soprou seu piston em homenagem ao ilustre banguense. A verdade é que mais gente compareceu ao cemitério do Murundu na terça, do que ao Maracanã, na quarta.

O 1º tempo foi igual, apesar do aparente domínio do Bangu, que acumulou jogadores no meio do campo e tentou sempre sair tocando a bola. O Inter procurou explorar os ataques em velocidade e teve a primeira chance, logo no começo, com Kita. Na pequena área, o atacante chutou livre para uma boa defesa de Gilmar.

O Bangu respondeu logo em seguida, com Marinho. O ponta Ado fez boa jogada pela esquerda e cruzou para a cabeçada do camisa 7, defendida por Mano com dificuldade.

Logo no começo do 2º tempo, quando o jogo ainda era rigorosamente igual, o Internacional aproveitou bem uma jogada do ponta-direita Paulo Santos, que foi à linha de fundo e cruzou para o complemento de Ademir Alcântara, aos 11 minutos.

Foi então que o técnico Moisés mudou tudo. Tirou o volante Delacir e colocou o atacante João Cláudio; e trocou Ado por Gilson Gênio na ponta-esquerda. O time ficou mais agressivo e chegou ao empate aos 33 minutos: Marinho fez excelente cruzamento para João Cláudio marcar de cabeça: 1 a 1.

No final, quase que o Bangu conseguiu a virada. Gilson Gênio chutou de fora da área, mas a bola acertou a trave do goleiro Mano. Seria muita “estrela” do técnico Moisés se seus dois reservas chamados para mudar a história do jogo, marcassem os gols da vitória.

Apesar do empate aguerrido, a tradicional revista Placar não perdoou os banguenses e na avaliação individual distribuiu notas medianas. Marinho foi o melhor do time, ganhou nota 7. Enquanto Delacir, o pior em campo, recebeu nota 4.


Ausência de público chama a atenção

O público que foi ao Maracanã naquela noite de quarta-feira chamou, negativamente, a atenção da imprensa. O cronista Sandro Moreyra, reclamou veementemente nas páginas do Jornal do Brasil:

“Como se esperava, foi um fracasso de bilheteria a 1ª rodada da segunda fase do Campeonato Brasileiro. O público era bastante reduzido, sendo que no Bangu x Internacional, 96% dos lugares do Maracanã estavam desocupados.

Realmente era querer muito esperar estádios cheios em jogos como este do Bangu no Maracanã. Os banguenses, gente que trabalha desde cedo, não iriam logicamente descer de seu subúrbio para assistir a um jogo que lhes devolveria à casa somente depois da meia-noite. Nem gaúcho algum se mandaria de Porto Alegre para ver o seu Inter num jogo sabidamente ‘chocho’. Ninguém iria e todos – o Bangu, o Internacional, a Suderj, a Federação e a Confederação – tinham certeza de que o jogo daria prejuízo”.

Campeonato Brasileiro 1985 (Grupo H)
     
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